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02/09/2013

Notas do Fim-de-Semana

Derby:

- Jesus, outrora "Mestre da Táctica", já não gosta nem parece acreditar na mesma, naquilo a que chamava de sua "Ciência". Na versão 2013/2014 do SL Benfica, não existe uma filosofia, um ideal de jogo. Jesus acredita sim na mais-valia das suas individualidades, acredita que se puser 11 jogadores melhores que os 11 adversários, sairá vencedor. Duvido que hoje em dia o nosso treinador dedique uma parte importante do seu tempo ao estudo do adversário do fim-de-semana seguinte. Jesus é, hoje, o "Mestre do Vai-lá-para-dentro-e-tira-um-coelho-da-cartola". Contra equipas médias-boas, não chega.

- O Sporting, com 11 jogadores piores que os nossos 11 (dos titulares leoninos, talvez 3/4 pudessem almejar a um lugar na equipa titular do Benfica), foi imensamente superior como equipa ao longo da maioria dos 90 minutos. Ao contrário do que tem sido dito, a nossa dupla de centrais protagonizou uma exibição de elevado acerto, tendo resolvido bem quase todos os lances do jogo, mesmo quando em inferioridade numérica. Só isso impediu o Sporting de criar situações de maior perigo para a nossa baliza. É inadmissível que, com a matéria prima que temos, não nos superiorizemos a um adversário de valia bastante inferior. 

- Maxi Pereira não pode ser o titular da lateral direita do Benfica. Nunca reuniu as condições técnico-tácticas e agora também não reúne as emocionais para tal. Não basta que, de cada vez que faz merda, de cada vez que oferece um golo ao adversário, de cada vez que manda uma castanhada fora de tempo que pode causar a sua expulsão e colocar a sua equipa em inferioridade numérica, baixe a cabeça e faça um ar muito triste em sinal de arrependimento, para merecer ser titular no Benfica. Quem acha que o maior problema do Benfica está do lado esquerdo da sua defesa, desengane-se.

- Em 3 jornadas, perdemos 5 pontos, nos terrenos do 7º e 10º classificados da época transacta, em dois terrenos onde nos temos vindo a dar bem. O ano passado, antes do descalabro do jogo com o Estoril (28ª jornada), tínhamos apenas mais um ponto perdido. 

Arbitragem

- 3 erros de arbitragem que acabam por resultar em menos dois pontos para o Benfica e mais dois pontos para o Porto na corrida ao Título. Em Alvalade, um golo em fora-de-jogo e um penalty por assinalar a favor do Benfica. Em Felgueiras, na casa emprestada ao Paços, um golo tardio precedido de uma carga nítida nas costas do defensor dos castores. Curiosamente, a equipa de arbitragem, apesar da proximidade do lance, não viu, e os próprios jogadores pacenses optaram por não reclamar. Comum a estes 3 lances, a forma como foram escamoteados pela comunicação social (alguém se lembra dos "penalties" Capela?).

Mercado

- Os episódios Lisandro Lopez e Melgarejo são mais dois exemplos da péssima, ridícula política desportiva desta Direcção. Até ao final do dia veremos se perdemos alguma pedra fundamental da equipa do futebol, sabendo que o sufoco só acaba no dia 6 deste mês.

03/05/2013

Enorme Benfica!

Enorme, Gigante, Colossal Benfica ontem no Estádio da Luz! Ambiente infernal, apoio incondicional de um público fanático, incansável e crente como nunca tinha visto na nossa Casa, jogadores a corresponderem com uma alma, um Amor à Camisola, uma vontade ímpar de fazer parte da fantástica História que é a do nosso Clube. Atrevo-me a dizer que ontem vivi a minha mais bonita noite no Estádio da Luz. Tinha apenas 1 ano na meia-final com o Marselha e por isso só recorrendo aos vídeos dessa época encontro um ambiente como o que se viveu ontem... Ontem viu-se o verdadeiro Benfica, o Benfica Europeu!

Em relação aos jogadores, foram inexcedíveis, lutaram por cada bola, aliando ao espírito guerreiro a classe a que nos têm habituado:
Artur: Sempre seguro, não precisou de grandes intervenções mas nunca tremeu e esteve atento às costas da defesa.
Maxi: Melhor exibição desta época, onde tem estado particularmente infeliz. O velho Maxi europeu também voltou a aparecer ontem à noite.
André Almeida: Calma, classe e eficácia. Com o melhor jogador dos turcos pela frente, nunca tremeu e ainda saiu a jogar, sempre de forma segura. Aposta ganha.
Luisão e Garay: Intransponíveis e muito bem na saída de bola.
Matic: Um gigante. Vê-lo jogar parece batota. Sai do meio de 3 adversários como quem desaperta os atacadores. Tem a altura de um Titã, mas também o pé esquerdo e a visão de um Génio. É a verdadeira "Masterpiece" de Jorge Jesus.
Enzo Perez: Um guerreiro, um cão a recuperar bolas, um jogador à Benfica. Vive o jogo com uma intensidade fora do normal, e isso às vezes também o prejudica. Eu perdoo-o. Admiro jogadores que sentem e vivem o jogo desta maneira. Foi pelo centro do meio-campo que ontem ganhamos o jogo. 
Gaitán: No metro, a caminho do Estádio, perguntavam os adeptos turcos se o pequeno genial ia jogar. Perante a resposta afirmativa, o receio era imediato. E com razão. Gaitán é um génio, e aquele pé esquerdo pode tudo. Como se viu ontem. Jogou a um nível altíssimo e aquele golo de trivela, de primeira, é mais um para o seu, já vasto, portefólio de obras de arte.
Salvio: Não esteve ao seu melhor nível, quando comparado com outros jogos desta época. Mas é duma fiabilidade tremenda. Ataca, luta, defende e ganha metros como ninguém. Vai para a sua terceira final nesta competição... aos 22 anos.
Lima: Numa noite de menor inspiração, fez da sua capacidade de luta e pressão as suas melhores armas, e somou também uma assistência. Jogador fantástico.
Cardozo: Tudo o que se diga sobre a sua capacidade goleadora, é pouco. O primeiro é de uma classe fora de série, o segundo é "à ponta de lança". Domina uma bola difícil, deixando-a a pingar à sua frente, para desferir depois o golpe final. Tacuara é golo e tudo o resto são detalhes.

Obrigado Benfica!
  

09/01/2013

Estará Jorge Jesus a preparar a titularidade de André Almeida no clássico?

Num onze completamente rodado hoje, Jorge Jesus optou por lançar Maxi como titular, deixando André Almeida no banco.
Terá o treinador preferido resguardar o jovem português ou ligar os motores do uruguaio que já não tinha jogado no Domingo passado, devido a castigo?
Considerando a segunda hipótese, na minha opinião seria de esperar que Maxi apenas "aquecesse" para o clássico e que fosse substituído para dosear o esforço. No entanto, isso acabou por não acontecer. Talvez porque o jogo foi mais exigente que o esperado e foi preciso lançar Salvio para dar cabo da Académica, em vez de lançar André Almeida para fazer descansar Maxi. Ou então foi mesmo porque Jorge Jesus quis guardar o jovem português, que tem estado a um bom nível, para o clássico.
Na minha opinião, Maxi é Maxi. Em "dia sim" mexe com o jogo e ajuda a sufocar os adversários com o seu pendor (quase exclusivamente) ofensivo. No entanto, o uruguaio esta época tem defendido pouco e mal. Quase nunca está em posição de anular o extremo esquerdo adversário e isso tem-nos causado alguns calafrios em jogos de maior exigência.
Já André Almeida é mais disciplinado tacticamente, sobe bem, mas mais pela certa, e tem mostrado uma boa capacidade de anular o adversário directo no um-para-um.
Tendo em conta que:
I - O único extremo de raiz que o Porto provavelmente lançará na equipa titular jogará pela esquerda (Varela),
II - É provável e preferível que o Benfica não deixe de jogar com dois avançados no Domingo, o que acabará por deixar apenas dois médios-centro (Matic e Enzo) a lutar contra um triângulo formado por Fernando, Moutinho e Lucho, muito provavelmente ajudados por Defour,
Será que Jorge Jesus apostará na contenção de André Almeida em detrimento do pendor ofensivo de Maxi para ajudar a contrariar o mais que provável confronto desigual (2 vs 3/4) no meio campo?
Se assim fosse, em teoria a equipa não ficaria tão sujeita a desiquilibrios como o que permitiu o golo de James no ano passado?
P.S. - Kardec hoje entrou muito bem. Os meus parabéns ao próprio por conseguir manter o profissionalismo e a vontade de ajudar quando é chamado (fez um belo golo e duas assistências de qualidade - pena Ola John ter falhado aquele golo oferecido de mão beijada pelo brasileiro), e também a Jorge Jesus, que continua a rodar a equipa, a dar minutos e motivação a todos os elementos do plantel e a obter os resultados pretendidos.