20/05/2013

Rua, Já!

Os Magrebinos são quem te paga o ordenado, gordo filho da puta!

A Fasquia para 2013/2014

Na temporada que agora termina, bastou-nos uma falha, um jogo menos conseguido com o Estoril, para nos impedir de conquistar o tão ambicionado 33º Título de Campeão nacional. Num Campeonato cada vez mais a dois, é essa a fasquia que levamos para a próxima temporada. Não errar.

16/05/2013

Filme da semana

"A Serious Man", de Joel e Ethan Cohen

Enquanto saía em lágrimas do estádio, lembrei-me deste filme. Resume bem o que têm sido estes 5 dias.

14/05/2013

Eu acredito!

Chegou finalmente o dia em que vou ver o Benfica numa final europeia! Nas finais de 1988 e 1990 já era benfiquista, mas ainda muito novo para saber o que era futebol. Tem um significado muito especial poder finalmente ver o meu clube no meio dos melhores, a jogar jogos que decidem títulos e que realmente fazem a história do clube.
 
A chegada a esta final representa o que de muito bom tem vindo a ser feito no Benfica nos últimos anos. Todo o trabalho de recuperação financeira (numa primeira fase, com mérito de Manuel Vilarinho e Luís Filipe Vieira) e desportiva (numa segunda fase, aqui com mais mérito de Jorge Jesus, ainda que com as condições disponibilizadas pelo presidente) está à vista de todos. Os resultados estão à vista, embora falte ainda o pormenor que fica para a eternidade: os títulos. No entanto, a forma como as coisas têm vindo a ser feitas, de forma sustentada e gradual, fazem-me crer que estão reunidas as condições para que esta evolução tenha continuidade.
 

Há quem defenda que já são muitos anos de “quase” e que isso não chega, que tantos anos de recuperação e evolução deveriam ter-se materializado em mais títulos. Na minha opinião houve erros que nos tiraram alguns títulos que tiveram ao nosso alcance nestes últimos anos (nacionais e internacionais), mas quem errou também nos fez evoluir duma forma contínua, duma forma que nos faz olhar para o futuro com uma grande convicção que as coisas vão continuar a melhorar e que já só faltam pormenores para que os títulos comecem a aparecer mais assiduamente!
 
A nível interno, aos poucos e poucos temos vindo a enfraquecer o poder desportivo instalado em Portugal. O nosso grande rival já não se passeia nem no futebol português, nem mesmo nas modalidades. Aliás, está a enfraquecer bastantes as modalidades para conseguir elevar o nível do futebol à fasquia que nós estamos a impor. Há que ter consciência que estamos a lutar contra uma equipa e uma estrutura muito competente e oleada, desde há muitos anos. Isso não é fácil de bater por si só. Mas já estamos lá muito perto. Tão perto ao ponto de ter que ser o factor sorte a resolver as coisas num confronto directo.
 
A nível europeu, entraremos na próxima época como 6ª melhor equipa do ranking. Um ranking baseado nas prestações dos últimos 4 anos nas provas da Uefa. Este facto fala por si. Estamos lá perto, muito perto. A competência está consolidada. Agora falta aquela parte em que o factor “futebol” decide. Falta ter a sorte do nosso lado para que todo o trabalho possa ficar eternizado com finais e títulos.
 
 
Em relação ao jogo de amanhã tenho esperança obviamente! Sendo uma final tudo pode acontecer (por alguma razão os clichés são criados), e penso que para as coisas acontecerem a nosso favor a estratégia deveria passar pela que utilizámos no passado sábado.
A meu ver o Chelsea é uma equipa que prefere jogar em contra ataque, que gosta de esperar pelo adversário e depois chegar rápido à área adversária quando tem a bola. Penso que para contrariar isso deveríamos conceder a iniciativa de jogo ao Chelsea numa primeira fase do jogo, obrigando-os a ficar desconfortáveis com posse bola a que não estão habituados. Para isso começaria o jogo apenas com um avançado e com o meio campo mais povoado (Matic-Enzo-Nico), para tentar garantir que a posse consentida não nos causaria problemas. Os momentos de recuperação de bola seriam para aplicar uma das nossa melhores armas: o contra ataque.
Numa fase mais avançada do jogo, se fosse necessário jogar o jogo pelo jogo e arriscar, faria entrar o 2º avançado e tentava partir para cima do adversário com o nosso tiki-taka em excesso de velocidade.
Resta-nos esperar para ver como correm as coisas. Sendo que estamos a falar de futebol, mesmo que Jorge Jesus adopte esta estratégia, pode correr tudo de forma contrária ao previsto. Mas há que acreditar sem dúvida! Temos muitas armas para conseguir trazer a Taça para o Museu!
EU ACREDITO!!!

12/05/2013

"É o futebol"

Contra a história, a estatística e o senso-comum acreditei verdadeiramente num resultado positivo no Dragão. Refeito do desaire com o Estoril, passei a semana em convulsões, antecipando o Clássico, imaginando as mil e uma maneiras com que o Glorioso regressaria a Lisboa com o campeonato resolvido ou a precisar apenas de um retoque na jornada final. Ontem estava confiante. Eu, um pessimista inveterado, estava confiante para um jogo decisivo contra o FC Porto.

Não sei o que quererá isto dizer: se tinha razões para isso ou se era o meu lado irracional a pregar-me partidas. Penso que tinha razões para isso. Sim, o Benfica foi lá a cima jogar para o pontinho, não criou oportunidades por aí além e não teve muita bola. Mas fez o seu trabalho. "Ah, mas o Roderick não devia ter entrado!", "O Lima não podia ter saído", "Jogar para o empate foi má opção!", e isto é tudo verdade, porque o Benfica perdeu e quando se perde os "ses" e os "devíamos ter feito ao contrário" são inevitáveis. Mas tivesse empatado a história seria diferente, hoje ouvir-se-iam loas a Jesus, o mestre da táctica,  que foi ao Porto sem medo e fez um jogo tacticamente impecável.

Acho, muito sinceramente, que o Glorioso perdeu no Porto única exclusivamente porque o futebol é um desporto de uma imprevisibilidade tal que existe sempre a possibilidade de saltar do banco um mercenário com um joelho disfuncional, que assiste um rapaz que não jogava há um mês, que decide aos 91' fazer um remate daqueles que em mil entra um. E quis a sorte - que tantas vezes nos acompanhou este ano mas que nos falhou na altura crucial - que aquele fosse o um em mil. Ontem o Benfica perdeu porque, e caio no cliché porque poucas vezes um cliché assentou tão bem, o Benfica perdeu porque o que se passou ontem "é o futebol", e o futebol dá azo a estas coisas e muitas vezes não se compadece nem com justiça nem com mérito.

Ainda fui ao aeroporto receber a equipa. Vi o autocarro do Benfica passar por mim à mesma velocidade com que Kelvin me desfez os sonhos, e pensei se valerá a pena passar por esta agonia por causa de um clube de futebol. Cheguei à conclusão que sim, quanto mais não seja porque não não há volta a dar, é-me impossível desligar a tomada do Glorioso.

Estarei em Amsterdão na Quarta, onde chorarei de certeza, resta saber se de alegria se de tristeza. Domingo estarei na Luz, e até ouvir o relato da rádio a confirmar a vitória do FC Porto na Mata Real, terei sempre a quase-de-certeza-vã esperança numa reviravolta do destino. E, se tudo correr mal, teremos sempre o Jamor.

08/05/2013

Mostra a Tua Raça, o Querer e Ambição

"Quanto mas grande es el obstáculo, mayor la gloria de haberlo superado. Buen dia a todos"
Toto Salvio

07/05/2013

Falar no fim é fácil mas…


…a culpa do empate do Benfica ontem parece-me 100% de Jorge Jesus. Aliás, 95% de Jorge Jesus e 5% de Carlos Martins.
Não pretendo com este post deitar a toalha ou chão, nem mesmo ofuscar a perfeição que tem sido esta época desportiva. No entanto, pareceu-me que Jesus falhou no primeiro momento crucial da época.
Jesus parece que se esqueceu da rotatividade perfeita que fez até aqui. Rebentou, e bem, a equipa contra o Fenerbahçe, tendo com isso conseguido a melhor exibição dos últimos 3 anos. Por isso tinha a obrigação de ter percebido que o desgaste se faria sentir no jogo de ontem com o Estoril, caso o forcing inicial não desse o merecido golo. Na minha opinião, neste jogo era importante ter deixado Gaitán e Lima no banco, pois eram os mais cansados e os que tinham as opções mais válidas no banco para os substituir (Ola John e Rodrigo, ambos frescos pois não rebentaram nem na Madeira nem contra os turcos). Com isso o rendimento da equipa não teria sido afectado, daria para carregar e sempre haveria malta mais fresca para correr atrás da bola nos momentos em que o Estoril fez uma boa circulação de bola. Com esta opção que proponho também teríamos os dois jogadores citados no banco para entrar apenas numa parte final em que eventualmente houvesse necessidade.
A saída de Melgarejo a meu ver foi completamente disparatada. Ainda havia muito tempo para jogar e lutar pelo resultado, e com a equipa a ceder fisicamente essa luta tinha que ter sido feita com a equipa compensada tacticamente e não com os sectores completamente desligados, a pedir correrias defensivas a um Matic exausto e a um Enzo que já não estava em campo (ou a um Carlos Martins que não tem pernas para defender contra-ataques e faz logo falta para amarelo). A juntar a este disparate, Melgarejo não jogou os dois últimos jogos e estaria fresco para o pressing final.
Jesus tinha a obrigação de ter percebido que o Estoril não era um adversário de fim da tabela que foi lá colocar o autocarro e despejar bolas à espera dos nossos ataques consecutivos, tinha que ter percebido que eles tinham qualidade para nos fazer correr porque nós não estávamos com disponibilidade física para sufocar 90 minutos. Tinha que ter mantido o esquema táctico e a frieza que o golo iria aparecer! Desperdiçámos a oportunidade de resolver o título de campeão nacional e com isso poder ir ao dragão rodar a equipa e aparecer frescos contra o Chelsea na final da Liga Europa.
Mas repito que não deito de forma alguma a toalha ao chão, continuo a acreditar porque o que tem sido feito até agora tem sido muito muito bom. Só espero que Jesus não bloqueie nesta recta final e que não esprema os mesmos 11 sem justificação aparente, pois nos anos anteriores foi isso que fez com que não tivesse materializado a sua enorme qualidade em mais títulos até agora. E espero também que não se encha dele próprio, porque na realidade NADA está ganho, e o que nos trouxe até aqui foi a humildade.
 
Como tenho escrito pouco aproveito para deixar registado que embora perceba que é difícil ser contido quando vemos as coisas tão perto do sucesso achei ridículo e prejudicial o folclore que se montou depois do jogo na Madeira. Não me venham com tretas de que não nos devemos calar, aquela conferência de imprensa passou claramente a mensagem “agora que já está ganho deixa lá mostrar que isso foi conseguido com mérito”. Parece que não aprendemos com os erros…