18/10/2012

Primeiras Impressões

Ainda antes de Rui Rangel apresentar a sua candidatura à Presidência da Maior Instituição do Mundo, tinha já tomado a decisão de não votar em Vieira, existissem ou não alternativas a concorrer ao sufrágio. Tinha também decidido não votar em alguém pelo simples facto de concorrer contra Vieira, pois não sou fanaticamente contra o atual Presidente, sou, isso sim, a favor do Benfica. Acredito que LFV falhou, sim. Nestes dois últimos mandatos, sem dúvida. Mas também acredito que quem vier a seguir tem de apresentar projeto, tem de trazer consigo uma boa equipa, tem de ser credível no combate ao Sistema de corrupção desportiva instalado, tem de ter o Benfiquismo necessário para elevar o Clube ao patamar de liderança onde merece estar sempre!

Assim, a única dúvida que me resta neste momento é entre votar em Rangel ou não votar em ninguém. A primeira impressão deixada pelo candidato da alternativa foi genericamente boa. As ideias estão lá e o Benfiquismo, parece-me, também. Se houve ponto verdadeiramente positivo na noite da apresentação da candidatura, foram vários dos nomes apresentados para os órgãos. Nomes de grandes Benfiquistas, de gente séria, de gente que, acredito, pode e quer dar muito ao Clube. O facto de, por regra de base, os lugares "estratégicos" só puderem ser desempenhados por Benfiquistas é também muito importante. O Benfica é dos sócios e deve ser liderado por eles!

Dessa noite, pelo lado negativo, ficou a presença de José Veiga, alguém que quero ver longe, muito longe, da estrutura diretiva e do futebol do Clube. Fiquei mais descansado por ter sabido, já hoje, através do socioencarnado, que Veiga não fará parte da estrutura. Ponto extra para Rangel.

Mas é ainda tudo muito vago, tudo muito fácil de dizer e ouvir... Meter jogadores portugueses e jogadores formados no Clube (a fazer lembrar a tão aclamada espinha dorsal da Seleção dos tempos de Vale e Azevedo), reduzir o passivo, ter menos jogadores nos quadros, recuperar a mística, etc...

Em relação aos jogadores portugueses e porque é um tema recorrente. Quais são os que têm qualidade para jogar no Benfica? Quais desses são acessíveis aos cofres do Clube? E da Equipa B, quem e quando estarão prontos para jogar ao mais alto nível? Vamos mandar embora os que lá temos só por serem estrangeiros? Não me parece que existam, neste momento, muitos jogadores portugueses que se enquadrem naquilo que o Benfica precisa. Mas sim, no médio-longo prazo é isto que o Benfica deve perseguir, mas é preciso delinear uma estratégia para lá chegar. E segui-la!

Outra pergunta que me inquieta é o que é que se pensa fazer para combater o status-quo do futebol português. Qual a posição desta lista em relação a Fernando Gomes? À arbitragem? A Pinto da Costa? Vamos tentar ser amigos e quando começarmos a perder vamos chamá-los de corruptos? Ou vamos desde logo chamar os bois (literalmente) pelos nomes? Vamos continuar amigos do Braga, esse novo-rico que nos trata como inimigos de morte quando nos deslocamos à pedreira, mas que abre as pernas cada vez que a casa-mãe lá vai jogar?

Ainda há muito que discutir nestas eleições. Espero sinceramente que exista a vontade e a oportunidade (duvido) de o fazer. Espero ainda mais que estas dúvidas sejam dissipadas, que Rangel conquiste o meu voto e de todos aqueles que ainda não se decidiram. O Benfica precisa de dar um passo em frente.

2 comentários:

Unknown disse...

Já o barrigudo ex-capitão dos corruptos o disse... "quando se está à beira do abismo há que tomar a decisão certa... dar um passo em frente (...)"

Claudio Caniggia disse...

Unknown, neste caso dar um passo para o abismo é continuar a deixar que nos enganem com o populismo gasto dos títulos prometidos, das equipas astronómicas, que nos foi vendido nos últimos anos, mas nunca concretizado. É tempo de mudar!