29/05/2013

From Serbia With Love

A afirmação de Matic (O Nemanja) como jogador nuclear do futebol do Benfica, parece trazer atrás de si todo um contingente de imigrantes vindos dos Balcãs em detrimento do habitual lobby sul-americano que compõe o nosso plantel. Vieira terá pensado que, não conseguindo o Benfica constituir a espinha dorsal da Selecção Nacional (essa mesma de que falava JVA quando contávamos nas nossas fileiras com Paulo Madeira, Calado, Luís Carlos, Hugo Leal, Carlitos ou a versão pobre do Maniche), por esta estar já a cargo de Jorge Mendes, deveria ainda assim procurar ser o principal fornecedor de jogadores de outra Selecção, neste caso a Sérvia.

Além de Uros Matic, esse George Jardel dos tempos modernos, deverão chegar também Djuricic, Suleijmani, Markovic e Mitrovic. Ou seja, um defesa central, um médio centro/ofensivo e 3 jogadores para o último terço do terreno, o que - mesmo considerando que alguns deles virão suprir eventuais vendas - me parece não ir de todo de encontro às necessidades actuais do plantel, não pondo com isto em causa a qualidade dos reforços.

Além dos referidos jogadores, fala-se agora da possibilidade de contratarmos também um treinador... Sérvio, Miroslav Djukic. Ora, a ser verdade, o que está em cima da mesa é substituir um treinador competente mas "azarado" na hora das decisões, por um treinador sem experiência em clubes da dimensão do Benfica e que como jogador foi um dos mais conhecidos "pès frios", celebrizado pelo penalty que falhou e que significou a perda do Título Espanhol 93/94 por parte do Deportivo.

"Peseirices" à parte, parece-me que só falta contratarmos também um motivador da mesma nacionalidade para substituir o Brasileiro que lá temos. Como sugestão, atiro para cima da mesa o nome de Radovan Karadzic, (psiquiatra de formação) criminoso de guerra acusado da prática de genocídio aquando do conflito na Bósnia, no início da década de 90. Sob o comando de Karadzic, para estes "meninos", que nasceram e cresceram numa Jugoslávia em clima de guerra civil e desintegração violenta, qualquer ida ao Dragão será um passeio no parque, quando comparado com um dia normal numa qualquer Belgrado ou Sarajevo do final do século passado. 

Mais a sério, o que me preocupa mais neste momento não é de onde são oriundos os eventuais reforços, mas sim o peso excessivo de alguns empresários (vários destes jogadores são representados pela Mondial Sport Management, a mesma que representa Salvio, Witsel ou Ramires), muitas vezes pondo em causa o planeamento mais ponderado e a contratação de jogadores em função das necessidades reais do plantel.

26/05/2013

Último Tango no Jamor

Caso se confirme como o último jogo de Aimar pelo Benfica, o que peço para amanhã, além da conquista do Troféu, é uma oportunidade para eu e todos os Benfiquistas nos despedirmos de D10S.

Sejam 90, 60, 15 ou 10 minutos, quero ver Aimar jogar mais uma vez vestindo o glorioso Manto Sagrado. O Futebol merece.

20/05/2013

Rua, Já!

Os Magrebinos são quem te paga o ordenado, gordo filho da puta!

A Fasquia para 2013/2014

Na temporada que agora termina, bastou-nos uma falha, um jogo menos conseguido com o Estoril, para nos impedir de conquistar o tão ambicionado 33º Título de Campeão nacional. Num Campeonato cada vez mais a dois, é essa a fasquia que levamos para a próxima temporada. Não errar.

14/05/2013

Eu acredito!

Chegou finalmente o dia em que vou ver o Benfica numa final europeia! Nas finais de 1988 e 1990 já era benfiquista, mas ainda muito novo para saber o que era futebol. Tem um significado muito especial poder finalmente ver o meu clube no meio dos melhores, a jogar jogos que decidem títulos e que realmente fazem a história do clube.
 
A chegada a esta final representa o que de muito bom tem vindo a ser feito no Benfica nos últimos anos. Todo o trabalho de recuperação financeira (numa primeira fase, com mérito de Manuel Vilarinho e Luís Filipe Vieira) e desportiva (numa segunda fase, aqui com mais mérito de Jorge Jesus, ainda que com as condições disponibilizadas pelo presidente) está à vista de todos. Os resultados estão à vista, embora falte ainda o pormenor que fica para a eternidade: os títulos. No entanto, a forma como as coisas têm vindo a ser feitas, de forma sustentada e gradual, fazem-me crer que estão reunidas as condições para que esta evolução tenha continuidade.
 

Há quem defenda que já são muitos anos de “quase” e que isso não chega, que tantos anos de recuperação e evolução deveriam ter-se materializado em mais títulos. Na minha opinião houve erros que nos tiraram alguns títulos que tiveram ao nosso alcance nestes últimos anos (nacionais e internacionais), mas quem errou também nos fez evoluir duma forma contínua, duma forma que nos faz olhar para o futuro com uma grande convicção que as coisas vão continuar a melhorar e que já só faltam pormenores para que os títulos comecem a aparecer mais assiduamente!
 
A nível interno, aos poucos e poucos temos vindo a enfraquecer o poder desportivo instalado em Portugal. O nosso grande rival já não se passeia nem no futebol português, nem mesmo nas modalidades. Aliás, está a enfraquecer bastantes as modalidades para conseguir elevar o nível do futebol à fasquia que nós estamos a impor. Há que ter consciência que estamos a lutar contra uma equipa e uma estrutura muito competente e oleada, desde há muitos anos. Isso não é fácil de bater por si só. Mas já estamos lá muito perto. Tão perto ao ponto de ter que ser o factor sorte a resolver as coisas num confronto directo.
 
A nível europeu, entraremos na próxima época como 6ª melhor equipa do ranking. Um ranking baseado nas prestações dos últimos 4 anos nas provas da Uefa. Este facto fala por si. Estamos lá perto, muito perto. A competência está consolidada. Agora falta aquela parte em que o factor “futebol” decide. Falta ter a sorte do nosso lado para que todo o trabalho possa ficar eternizado com finais e títulos.
 
 
Em relação ao jogo de amanhã tenho esperança obviamente! Sendo uma final tudo pode acontecer (por alguma razão os clichés são criados), e penso que para as coisas acontecerem a nosso favor a estratégia deveria passar pela que utilizámos no passado sábado.
A meu ver o Chelsea é uma equipa que prefere jogar em contra ataque, que gosta de esperar pelo adversário e depois chegar rápido à área adversária quando tem a bola. Penso que para contrariar isso deveríamos conceder a iniciativa de jogo ao Chelsea numa primeira fase do jogo, obrigando-os a ficar desconfortáveis com posse bola a que não estão habituados. Para isso começaria o jogo apenas com um avançado e com o meio campo mais povoado (Matic-Enzo-Nico), para tentar garantir que a posse consentida não nos causaria problemas. Os momentos de recuperação de bola seriam para aplicar uma das nossa melhores armas: o contra ataque.
Numa fase mais avançada do jogo, se fosse necessário jogar o jogo pelo jogo e arriscar, faria entrar o 2º avançado e tentava partir para cima do adversário com o nosso tiki-taka em excesso de velocidade.
Resta-nos esperar para ver como correm as coisas. Sendo que estamos a falar de futebol, mesmo que Jorge Jesus adopte esta estratégia, pode correr tudo de forma contrária ao previsto. Mas há que acreditar sem dúvida! Temos muitas armas para conseguir trazer a Taça para o Museu!
EU ACREDITO!!!

08/05/2013

Mostra a Tua Raça, o Querer e Ambição

"Quanto mas grande es el obstáculo, mayor la gloria de haberlo superado. Buen dia a todos"
Toto Salvio

07/05/2013

Falar no fim é fácil mas…


…a culpa do empate do Benfica ontem parece-me 100% de Jorge Jesus. Aliás, 95% de Jorge Jesus e 5% de Carlos Martins.
Não pretendo com este post deitar a toalha ou chão, nem mesmo ofuscar a perfeição que tem sido esta época desportiva. No entanto, pareceu-me que Jesus falhou no primeiro momento crucial da época.
Jesus parece que se esqueceu da rotatividade perfeita que fez até aqui. Rebentou, e bem, a equipa contra o Fenerbahçe, tendo com isso conseguido a melhor exibição dos últimos 3 anos. Por isso tinha a obrigação de ter percebido que o desgaste se faria sentir no jogo de ontem com o Estoril, caso o forcing inicial não desse o merecido golo. Na minha opinião, neste jogo era importante ter deixado Gaitán e Lima no banco, pois eram os mais cansados e os que tinham as opções mais válidas no banco para os substituir (Ola John e Rodrigo, ambos frescos pois não rebentaram nem na Madeira nem contra os turcos). Com isso o rendimento da equipa não teria sido afectado, daria para carregar e sempre haveria malta mais fresca para correr atrás da bola nos momentos em que o Estoril fez uma boa circulação de bola. Com esta opção que proponho também teríamos os dois jogadores citados no banco para entrar apenas numa parte final em que eventualmente houvesse necessidade.
A saída de Melgarejo a meu ver foi completamente disparatada. Ainda havia muito tempo para jogar e lutar pelo resultado, e com a equipa a ceder fisicamente essa luta tinha que ter sido feita com a equipa compensada tacticamente e não com os sectores completamente desligados, a pedir correrias defensivas a um Matic exausto e a um Enzo que já não estava em campo (ou a um Carlos Martins que não tem pernas para defender contra-ataques e faz logo falta para amarelo). A juntar a este disparate, Melgarejo não jogou os dois últimos jogos e estaria fresco para o pressing final.
Jesus tinha a obrigação de ter percebido que o Estoril não era um adversário de fim da tabela que foi lá colocar o autocarro e despejar bolas à espera dos nossos ataques consecutivos, tinha que ter percebido que eles tinham qualidade para nos fazer correr porque nós não estávamos com disponibilidade física para sufocar 90 minutos. Tinha que ter mantido o esquema táctico e a frieza que o golo iria aparecer! Desperdiçámos a oportunidade de resolver o título de campeão nacional e com isso poder ir ao dragão rodar a equipa e aparecer frescos contra o Chelsea na final da Liga Europa.
Mas repito que não deito de forma alguma a toalha ao chão, continuo a acreditar porque o que tem sido feito até agora tem sido muito muito bom. Só espero que Jesus não bloqueie nesta recta final e que não esprema os mesmos 11 sem justificação aparente, pois nos anos anteriores foi isso que fez com que não tivesse materializado a sua enorme qualidade em mais títulos até agora. E espero também que não se encha dele próprio, porque na realidade NADA está ganho, e o que nos trouxe até aqui foi a humildade.
 
Como tenho escrito pouco aproveito para deixar registado que embora perceba que é difícil ser contido quando vemos as coisas tão perto do sucesso achei ridículo e prejudicial o folclore que se montou depois do jogo na Madeira. Não me venham com tretas de que não nos devemos calar, aquela conferência de imprensa passou claramente a mensagem “agora que já está ganho deixa lá mostrar que isso foi conseguido com mérito”. Parece que não aprendemos com os erros…