28/03/2013

Água na fervura

Embora considere que o que Jorge Jesus já fez até agora pode ser avaliado como (mais) uma boa época ao serviço do Benfica, obviamente que gostaria que esta pudesse ser eternizada com, pelo menos, dois títulos importantes. Mas a verdade é que isso ainda está bem longe de acontecer! E pelo que leio e oiço, há muitos benfiquista com pouca noção disso e, na minha opinião, a euforia instalou-se cedo demais!
 
Em relação ao Campeonato ainda vejo alguma calma, natural devido ao que se passou na última época, mas em relação à Europa leio em muitos blogues benfiquistas que a chegada às meias-finais da Liga Europa é um dado adquirido. Está-se a menosprezar o Newcastle duma forma perigosa. As equipas inglesas hoje em dia já não são o que eram. Os treinadores ingleses evoluíram bastante nos últimos anos (sensivelmente desde que José Mourinho chegou a Inglaterra). As formações britânicas já não são um 4-4-2 sem ideias, de futebol directo e de "bola pó mato que o jogo é de campeonato". Além disso, o Newcastle tem bastantes franceses de qualidade média-alta, muitos deles internacionais.
Vai ser duro, muito duro, passar este Newcastle. O Benfica não tem o plantel com a qualidade de anos anteriores e a rotatividade que Jorge Jesus tem necessariamente que impôr fará com que esta eliminatória seja bem mais disputada do que se possa pensar.
Acredito que podemos passar obviamente, temos qualidade para isso, mas há que meter água na fervura. E acima de tudo há que ter bem presente que onde se deve ter o 11 titular fresco é no campeonato.

Há muitos adeptos que não vão perdoar Jorge Jesus se voltarmos a deixar escapar títulos que parecem bem encaminhados. Diria até que têm em si uma esperança inconsciente que isso aconteça, para poderem dizer que sempre tiveram razão em relação à inadequabilidade de Jorge Jesus para o cargo de treinador do Benfica. Mas repito que, vistos os números e os factos, a verdade é que o que já foi feito até aqui esta época está a anos-luz das épocas anteriores a Jorge Jesus chegar. Acho bem que a exigência cresça com o passar dos anos, mas há que reconhecer o que de bom tem sido feito até agora mesmo em caso de se perder apenas um ou dois jogos (num total de 50) que possam deitar alguma coisa a perder.

P.S. - Prometo uma análise mais pormenorizada e sustentada desta minha opinião sobre a qualidade que Jorge Jesus trouxe de volta ao Benfica num próximo post (deixo só um aperitivo: o Benfica de Quique Flores perdeu 5-1 na Grécia com o Olympiakos e nem passou um grupo banal na Liga Europa, isto com um plantel com grandes nomes como Suazo, Luisão, David Luiz, Di Maria, Reyes, Cardozo, Maxi, Katsouranis, etc. Já nas mãos de Jorge Jesus, O Benfica passou a ir regularmente aos quartos-de-final das competições europeias, atingindo uma regularidade tal que lhe permite ser hoje em dia a equipa com melhor ranking das equipas em prova na Liga Europa e arriscar-se a ficar no pote 1 do sorteio da Champions na próxima época).

14/03/2013

Enquanto não decidem renovar...

...que se consiga a 4ª chegada aos quartos de final de uma prova europeia em 4 épocas!
E por mim seria assim:

Artur; Maxi, Roderick, Jardel, Melgarejo; Matic, A.Gomes; Nico, Aimar, Ola John; Rodrigo.

Vai ser complicado hoje de certeza (acho que foi um erro ter forçado mais na 1ª mão e ir a França com a eliminatória no bolso), mas há que poupar a equipa.
Temos que estar a 100% no 1º dos dois jogos decisivos desta época (Vit.Guimarães e Rio Ave). Se ganharmos os próximos 2 jogos da Liga penso que o título já não nos escapará! Isto porque o Porto tem uma dupla jornada fora de casa, na Madeira e em Coimbra.

13/03/2013

Também eu Jorge, também eu...

"Tenho saudades de Saviola" - Jorge Jesus in Marca

"Saviola é muito importante e continua a ser capaz de fazer a diferença. É um grande jogador. Só deixou o Benfica porque me pediu para sair, para ter mais minutos. Mas tenho saudades dele, como jogador e como pessoa"

É isto. Mesmo fora da sua melhor forma física, Saviola foi dos jogadores mais inteligentes que vi de Águia ao peito. A forma como percebia o jogo, como se posicionava e se movimentava tinham uma influência incrível na dinâmica e imprevisibilidade do jogo do Benfica de Jesus. A sua inteligência tornava os seus colegas melhores jogadores, tanto que muitas vezes, tocando poucas vezes na bola, era dos melhores em campo, só pelos espaços que abria para que a equipa progredisse em direcção à baliza contrária.

Lima, Cardozo e Rodrigo são 3 jogadores excepcionais, cada um com características e qualidades distintas dos demais. No entanto, nenhum deles possui a inteligência de Saviola, e isso faz sempre falta, nomeadamente contra equipas que apostam na táctica do autocarro. Saviola faz falta, ainda hoje.

07/03/2013

Resolver já, mas tentar poupar o mínimo exigível

Pela convocatória parece claro que Jorge Jesus vai "apostar todas as fichas" da eliminatória no jogo de hoje.
Em teoria faz sentido, tendo em conta que o próximo jogo da Liga (em casa com o Gil Vicente) é mais fácil que o jogo seguinte (Vit.Guimarães fora) à 2ª mão em França.
Resolver hoje a eliminatória significaria poupar a equipa em França e tê-la fresca para a tradicionalmente difícil deslocação a Guimarães.
Mas a história de Jesus em mata-mata a duas mãos diz-nos que a coisa apenas se resolve no segundo jogo, seja ele onde for...Esperemos que hoje as coisas mudem para melor, visto que muita coisa tem mudado positivamente esta época.
 
Por mim o onze hoje seria:
 
Artur; Maxi, Luisão, Garay, Melgarejo; A.Almeida; Nico, Enzo, Ola John; Rodrigo, Cardozo.
 
 
Parece-me uma equipa perfeitamente capaz de resolver as coisas contra um Bordéus algo frágil (embora competente defensivamente, atenção). Depois era lançar Pablito em campo (para o lugar de Cardozo) para esconder a bola e criar perigo ao mesmo tempo! Carlos Martins entraria para a posição de Enzo e Roderick para o lugar de Maxi (A.Almeida passava para a direita).
 
Se a coisa estiver a correr pior, sempre temos Salvio e Lima para lançar!

01/03/2013

Braço Armado do Benfica

O dia do 109º aniversário do Glorioso ficou indubitavelmente marcado pelo estrondoso anúncio de que a Benfica TV garantira a transmissão exclusiva dos jogos da Premier League nas próximas 3 épocas, em detrimento da Sport TV.

À primeira vista, este anúncio surge como uma excelente notícia, uma vez que coloca a Sport TV, e por consequência a Olivedesportos e o seu cabecilha Joaquim Oliveira, numa situação muito difícil de contornar. Desde há muito tempo a esta parte, esta empresa tem sido um autêntico braço armado do Sistema que domina o futebol português, e o seu principal acionista um importante alicerce do poder do FC Porto e do próprio Pinto da Costa de fora para dentro dos relvados. Com a perda dos direitos de transmissão dos jogos da Premier League, a Sport TV, no espaço de poucos meses, perde as sua principal fonte de subscrições e de receitas a nível nacional, o Benfica, mas também internacional, a Premier League, de longe a Liga mais apreciada pela generalidade dos espetadores. Por outro lado, o Benfica consegue assim transformar o seu ativo Benfica TV num produto mais atrativo e provavelmente mais rentável, complementando os 15 jogos do Glorioso que serão transmitidos por este canal com os jogos da Liga mais espetacular do Mundo. Os nossos rivais que queiram continuar a ver futebol espetáculo terão que, paradoxal e de certa forma maquiavelicamente, financiar o Clube que tanto odeiam. Brilhante. O Benfica dá assim uma forte estocada na Olivedesportos e, por consequência, no FC Porto, através da dita cláusula dos 80%, que deixa de ter efeito. O Sistema sai abalado e o Benfica reforçado, quer financeira, quer desportivamente.

No entanto, há também fatores que me preocupam sobre este negócio e que penso merecerem ser analisadas:
- A minha primeira preocupação relaciona-se com o financiamento deste negócio. Segundo o Economico, o Benfica pagou uma quantia inferior a 15M euros. Apesar de não conhecermos ainda o montante exato, parece óbvio que um investimento desta ordem de grandeza (um Salvio) representa um esforço considerável, tendo em conta que os conteúdos televisivos não constituem o core do negócio de um Clube de futebol. Num Clube que ainda em Janeiro passado teve de alienar passes de jogadores de forma a reduzir os seus encargos, um investimento desta ordem é muito (ainda mais) significativo. O que me leva a considerar duas hipóteses: Ou este negócio está a ser financiado por terceiros, ou pode muito bem estar relacionado com a emissão obrigacionista de 80M euros ontem anunciada. Estou mais inclinado para a primeira opção. É bastante plausível que um operador televisivo tenha financiado a compra dos direitos televisivos, procurando garantir exclusividade sobre este valioso ativo, o que poderá fazer pender a balança num mercado extremamente competitivo como é o mercado de PayTV. No entanto, os dois principais operadores nacionais são também acionistas da Olivedesportos (25% cada), pelo que "destruir" um ativo próprio para ganhar pontos no mercado da televisão não me parece uma escolha óbvia... Caso a aquisição dos direitos esteja a ser financiada pelo próprio Benfica, penso que podemos ter alguns motivos de preocupação. O Benfica está no negócio de ganhar títulos, e não de gerir um canal de televisão de conteúdos variados e de grandes ambições em termos de share (necessário para rentabilizar o investimento nestes moldes). Podemos-nos estar a expor a um risco (financeiro) que não sabemos gerir. E isso pode ser perigoso.
- Sempre pensei na Benfica TV como tendo a missão de se focar única e exclusivamente no Benfica e em todo o seu Universo. Dar o destaque devido às modalidades e ao desporto jovem, falar sobre a enorme História do Benfica, etc. Bem sei que hoje em dia já são transmitidos jogos de outros campeonatos e que isso não é incompatível, mas temo que o acumular deste tipo de conteúdos comece a retirar o foco deste canal naquela que penso ser a sua missão, falar do Benfica aos Benfiquistas. Não quero também que a Benfica TV se torne no "brinquedo" de José Eduardo Moniz, para a gerir a seu bel-prazer.
- O dinheiro investido nos direitos, poderia ser bastante importante para abastecer a equipa de futebol profissional com os recursos necessários para garantir os títulos que todos desejamos que aconteçam de forma consistente e que muitas vezes nos têm fugido, em parte, pela falta de profundidade do plantel.

Que fique claro, isto não são de forma alguma críticas a esta decisão e muito menos à Direção do Benfica por tê-la tomado. Penso que esta pode ser a decisão mais marcante e determinante deste mandato de LFV e que que poderá inverter por completo e para sempre o paradigma do futebol português, um verdadeiro game changer. Pela forma como, num ápice e silenciosamente, à margem de qualquer tipo de especulação por parte da comunicação social, conseguiram colocar um dos rostos do Sistema à beira do abismo, o Presidente LFV e a sua equipa merecem hoje o meu aplauso e os meus sinceros parabéns pela competência demonstrada. Considero apenas que, ultrapassada a (justificada) euforia inicial, devemos pensar sobre todos os contornos deste negócio, de forma a garantirmos que o Benfica tira todo o proveito desta vantagem que aqui parece obter.

No curto-prazo, estou convicto de que vamos sofrer represálias. O campeonato hoje pode ter ficado mais complicado, pois um animal ferido é um animal mais perigoso. Os nossos adversários vão fazer de tudo, usar todas as armas ao seu dispor, para nos empurrar para baixo sempre que conseguirem, mas com a força e o carácter que os nossos jogadores têm demonstrado acredito que poderemos sair vencedores.

27/02/2013

Coerência

A convocatória para o jogo de hoje demonstra um Jorge Jesus coerente com as suas palavras: "os dois objectivos principais são o Campeonato e a Taça de Portugal".

Acho muito importante poupar Matic, Salvio e Lima no jogo de hoje. E não é por isso que deixamos de conseguir fazer uma equipa forte, embora ache que André Gomes pode fazer falta para dar dimensão ao meio campo.

Por mim hoje seria assim:
Paulo Lopes; A.Almeida, Luisão, Jardel, Melgarejo; Enzo, Martins; Nico, Aimar, Urreta; Rodrigo

24/02/2013

Não sou de intrigas...

...mas gostava de perceber porque é que o Porto não tem jogo marcado esta 4ª feira para a Taça da Liga, em semana que antecede um clássico...

20/02/2013

Estado de alerta antecipado

O jogo de amanhã tem de servir para poupar algumas unidades importantes no jogo do Benfica. Temos de fazer descansar Salvio e Lima, pelo que observei nos últimos jogos começa a faltar-lhes o fulgor e a capacidade de desequilibrar que apresentaram em Janeiro.
Os últimos 3 jogos deixaram-me preocupado. Deixámo-nos empatar na Madeira com o jogo praticamente na mão, ganhámos na Alemanha com sorte e por pouco não perdemos pontos em casa contra o autocarro de Coimbra. Em minha opinião faltou meio campo e capacidade de “rasgar” as defesas. Eu sei que não podemos jogar e ganhar sempre com qualidade, mas já são 3 jogos seguidos em que faltou alguma coisa.
Foi exactamente nesta altura que começámos a ir-nos abaixo na época passada, há que ter cuidado para que tudo o que foi feito até agora não vá por água abaixo. Amanhã temos também de dar mais minutos e mais confiança a Rodrigo (vai fazer falta o melhor Rodrigo na recta final), no lugar de Lima de preferência.

Jorge Jesus assumiu que nunca vai pôr em causa o campeonato para apostar na Liga Europa, mas não percebo porque não foram convocados Luisinho e Urreta, tinham de ser titulares amanhã…
 
Tendo em conta que é conhecida a lista de convocados, por mim amanhã era assim:
Artur; André Almeida, Luisão, Garay, Melgarejo; Matic; Ola John, Carlos Martins, Gaitán; Rodrigo, Cardozo.

14/02/2013

Bom Sinal

Onze oficial do SL Benfica para hoje:
Artur; André Almeida, Melgarejo, Luisão e Garay; Matic e o Menino; Alan John, Gaitan e Urreta; Cardozo

Não sei qual será o resultado final, mas confesso que este era o onze que queria para hoje. Sem tirar nem pôr. Ao mesmo tempo que dá descanso a alguns jogadores que têm sido sujeitos a maiores cargas físicas, Jesus mostra que não mente quando diz que a prioridade este ano é o Campeonato. Adicionalmente, ganhamos altura com a entrada dos jovens "Andrés", bem como consistência no meio-campo com a colocação de Gaitán a nº 10 e do menino André Gomes mais próximo de Matic. O sérvio agradece. Ter 3 homens no corredor central do meio-campo era para mim fundamental no jogo de hoje, muito devido ao poderio físico de Reinartz, Bender e Rolfes (não tenho a certeza se serão os titulares, mas costumam ser). Gaitán poderá ainda beneficiar de alguma dificuldade de recuperação destes três jogadores para criar desequilíbrios entre-linhas. Finalmente, a entrada de André Almeida pode ser importante, caso adopte uma postura mais posicional do que a de Maxi Pereira. É que Schurrle e Kiessling são jogadores perigosíssimos e "caem" muitas vezes no seu flanco esquerdo. Maxi que me perdoe, mas hoje não dá para as aventuras do costume, é simplesmente melhor não ir lá à frente do que ir e não ter capacidade para voltar. 

A ideia de Jesus para o jogo parece-me a mais acertada e merece o meu aplauso, veremos qual o resultado. Venham eles, e que o Benfica repita 94!

13/02/2013

Injustiça Salomónica

Para que não nos oiça criticar a decisão, contra os Regulamentos, de não excluir o Porto da Taça da Liga, a Federação aplicou castigos de "apenas" um jogo a Matic e Cardozo. a FPF consegue assim, no mesmo comunicado, cometer duas injustiças graves, sendo elas a não exclusão do Porto de uma competição na qual não cumpriu as regras do jogo e a suspensão de Matic por algo que não fez.

Se, por um lado, nunca acreditei que o Porto fosse excluído da Taça da Liga pois isso iria provavelmente provocar a curto-médio prazo a morte desta Competição, por outro também sabemos que o Porto não tem por hábito jogar segundo as regras no Campeonato e isso, que eu me recorde, ainda não resultou na sua desclassificação.

Em relação aos castigos, principalmente o de Matic, vemos confirmada a ideia de que a nossa Federação está atrasada, por exemplo, em relação à Confederação Africana de Futebol (CAF), que ainda na última CAN despenalizou um jogador (o burquinês Jonathan Pitroipa), após este ter sido expulso de forma injusta.

Enquanto tudo isto se desenrola à frente dos nossos olhos, o Benfica continua calado...

12/02/2013

Tudo ao Léu


Na longínqua época de 2000/2001, ocorreu um dos mais caricatos episódios da História do Futebol Português. Bruno Paixão, um dos piores árbitros de que há memória decidiu, após um escaldante Académica-Imortal, aplicar o internacionalmente famoso número de sedução, o chamado "Naked Man", apresentando-se "em pelota" frente a elementos do sexo feminino. As presas (foram logo duas, o homem não é de meias medidas), duas agentes da PSP, nomeadamente a agente Fátima, pertencente à Divisão "Escola Segura" e a agente Paula (nome de especial significado para Carlos Secretário), da Divisão de Trânsito. Terminada a partida, Paixão deparou-se com as duas senhoras junto ao seu balneário e certamente terá pensado que seria a fruta do costume, desta vez para desempenhar o papel de "good cop, bad cop", um fetiche antigo do sr. Paixão. Puro engano. As duas agentes não acharam graça à brincadeira, e apresentaram uma queixa-crime contra o "juiz". Vendo o árbitro setubalense vítima do ultraje de uma acusação de atentado ao pudor pelas duas vítimas, o então Diretor Executivo da Liga, o nobilíssimo e impoluto José Guilherme Aguiar, na altura sob a égide da Major Valentim Loureiro (tudo bons rapazes). apressou-se a vir a terreiro defendê-lo, como aliás é hábito no F.C. Porto.

Mas esta história, pese embora rocambolesca e absolutamente caricata, não tem nada que ver com aquilo que pretendo dizer com este texto. A escolha desta capa, deve-se só e exclusivamente ao facto de associar a arbitragem portuguesa à ausência de pudor. O jogo de Domingo demonstrou-nos, mais uma vez, que o Rei vai nu! A falta de vergonha apoderou-se do futebol Português. O que antes eram nomeações de árbitros e esquemas de incentivos bem delineados com o objetivo de aliciar equipas de arbitragem, apenas desmascarados através de escutas aos telefones dos autores do crime, são agora feitas às claras, frente às objetivas das televisões. O Rei, o Sistema, vai nu. Os corruptores decretaram que qualquer jogo do Benfica merece ser arbitrado pelo "Melhor árbitro do Mundo", Pedro Proença. Não sei se Proença é o melhor do mundo na sua função, sei que é indubitavelmente um dos mais competentes. Em cada jogo, tem uma missão, e cumpre-a, custe o que custar, por mais descarada e vergonhosa que seja. Em Portugal como na Europa. Não quero com isto desculpar os 2 pontos perdidos ontem na Choupana de Rui Alves. O empate, inaceitável nesta altura da temporada, deve-se quase exclusivamente à nossa incompetência e aos erros de uma defesa, Artur incluído, que tremeu demais. O impacto da atuação de Proença tem no entanto um alcance mais abrangente. Matic provavelmente ficará de fora nos próximos dois jogos, enquanto o caso de Cardozo é mais grave, quem sabe quanto tempo ficará suspenso, é esperar para ver. Em menos de 5 minutos, O Melhor do Mundo tirou das próximas jornadas aquele que tem sido o nosso jogador em melhor forma, Matic (sem substituto à altura, culpa nossa), e o nosso melhor marcador, Cardozo. O Rei da arbitragem, Proença, vai nu. Veremos se na jornada 29, no jogo que poderá decidir a atribuição do título, não veremos os dois Reis, Proença e o Sistema, a festejarem, nus e despojados de pudor, o tão desejado título, numa imagem já antes vista.

06/02/2013

A busca de Pablito

«Adoro el fútbol bonito. Puedo decir que yo vivo por este tipo de fútbol. Pero estoy convencido de que, desde que llevo jugando, lo que les importa a los aficionados más que el juego, es el resultado». Pablito, 2004.

Esta frase é uma excelente exposição da postura de Pablito no futebol: a procura da beleza e o necessário equilíbrio entre o futebol bonito e o futebol que ganha jogos. Mas nesta afirmação há mais do que aquilo que se retira à primeira vista, e que complementada com o seu estilo de jogo e com a sua atitude dentro e fora de campo nos dá uma perspectiva do que o futebol significa para Pablito e do que Pablito significa para o futebol. Penso sinceramente que se há um jogador que encarna o espírito de encontrar o sublime no desporto-rei, esse jogador é, acima de todos os outros, Pablito.

Ronaldo é eficiência e números, quer a vitória e reconhecimento; Messi assemelha-se a um autista que faz o que faz porque o seu engenho assim o permite, e a sua motivação dá ideia de ser proporcional ao talento que os deuses lhe concederam; Ibrahimovic é um génio egocêntrico; Ronaldinho era circo, aparentando uma necessidade de sorrisos dos adeptos para se sentir aceite; Maradona fazia-o por divertimento pessoal, às vezes mesmo por desprezo pelo adversário e, contra os ingleses, por vingança patriótica. Todos estes jogadores tiveram e têm lances de perfeição futebolística, ainda que cada um com razões diferentes – a fome de vitória, o reconhecimento pessoal, o dinheiro, orgulhos nacionais feridos, a necessidade de se sentirem melhores, mais populares, mais queridos, ou apenas porque sim, porque podem.

A grande diferença, e este é um ponto fundamental, é que Pablito é dos poucos que parece jogar com total desprendimento e com um interesse que ultrapassa o indivíduo para se fixar em patamares mais etéreos. No seu caso, a genialidade está ao serviço do futebol como desporto capaz de produzir momentos sublimes. É por isso que Pablito é tão especial: procura genuinamente a beleza, transformando um jogo de futebol num espectáculo estético apenas porque o futebol, para ele, é razão de sobra para dispensar outras razões. O facto de ser bem pago enquanto o faz não é mais do que uma consequência natural desta sua busca, não constituindo a razão de fundo. A fama não lhe interessa, ele que nem é dado às modernices do futebol-reality show – não tem site, não tem Facebook, não tem Twitter. Pablito perseguiria a beleza futebolística jogando no Benfica ou na 3ª Divisão argentina, sendo conhecido ou sendo um zé-ninguém, ganhando milhões ou ganhando tostões.

Há, depois, o a questão do equilíbrio entre a motivação pessoal e os interesses do futebol como jogo colectivo: o jogador é obrigado a pensar para a equipa primeiro, e pensar para a equipa em termos de utilidade prática e não em termos de beleza. No futebol, a vitória acaba por ser o objectivo último, e isto é uma limitação para todos os génios. Pablito não é diferente, tendo a maior parte das vezes de abdicar do que pode fazer pelo que deve fazer. Ainda assim, há sempre a sensação de que se perdeu alguma coisa para a posterioridade quando Pablito pode fazer o agradável e opta pelo útil. Acredito que esta conciliação não deve ser fácil para um sobredotado, e por isso perdoo a Pablito quando tenta fazer o fantástico e a coisa corre mal – mas refira-se que isto, o sacrifício do colectivo pela acção individual, raramente tem lugar no seu jogo.

Não há, no entanto, impedimentos a que por vezes as duas realidades se cruzem: os seus impulsos geniais são o melhor para a equipa. E, quando isso acontece, todo um universo futebolístico se alinha e Pablito mostra-nos a beleza do futebol na sua forma mais pura.

01/02/2013

Capas Históricas V



Salvo as devidas distâncias, e são muitas, o atual momento do nosso rival da 2ª Circular tem vários paralelismos com o período mais negro da História do Glorioso, o final dos anos 90. Em particular, o volte-face que a suposta transferência do avançado romeno Marius Niculae para o Sporting sofreu durante o dia de hoje, trouxe-me à memória a célebre novela nórdica que estava no ar no início da temporada 99/00, a novela Rushfeldt.

Em Julho de 1999, o Presidente Vale e Azevedo procurava um avançado para colmatar as saídas de Martin Pringle, "o carteiro de Gotemburgo", e de Brian Deane, um "tosco" que deixou saudades na Luz, pela sua eficácia e pelo seu perfil de "bom gigante", sempre apreciado no 3º anel. Ambos haviam emigrado para Inglaterra a meio da temporada 1998/1999, deixando vago o lugar ao lado de Nuno Gomes no ataque encarnado. O escolhido para enfrentar a hercúlea tarefa de substituir os dois matadores foi Sigurd Rushfeldt, um ponta-de-lança internacional norueguês que brilhava como estrela maior do Rosenborg, equipa que na altura raramente falhava presença na Champions. Na seleção, Rushfeldt pertenceu à geração de ouro do futebol norueguês, tendo inclusive partilhado o duche com Tore Andre Flo e Ole Gunnar Solskjaer, dois nomes maiores do futebol daquele abastado país escandinavo. No verão de 1999, os golos marcados na Noruega e por essa Europa fora faziam de Sigurd Rushfeldt um nome da moda, sendo ferozmente disputado por Marselha e Real Sociedad. No entanto, numa jogada mestre, Vale e Azevedo antecipou-se à concorrência e mandatou o empresário José Veiga para viajar até à Noruega, conseguindo assim arrebatar o leilão do norueguês, contratando-o por 750 mil contos (3,75M euros... um Balboa, portanto). Estava encontrado o sucessor dos também nórdicos Manniche e Magnusson, avançados de impressionante estampa física que brilharam no Benfica da década de 80.

Ou talvez não fosse bem assim... Rushfeldt foi apresentado na Luz e vestiu mesmo o Manto Sagrado, ladeado pelo Presidente JVA e por José Capristano (na foto), tendo voado de imediato para a Áustria, onde os seus companheiros se encontravam em pleno estágio de pré-época. No entanto, nos dias que se seguiram, o Benfica não conseguiu apresentar as garantias bancárias necessárias à viabilização da transferência e Rushfeldt foi ordenado a regressar à casa de partida, tendo o negócio ido por água abaixo. Esta pelo menos era a versão do Rosenborg. Já Vale e Azevedo, refutou esta teoria, argumentando que o jogador tinha sido devolvido ao remetente por não ser capaz de lidar com a pressão inerente a vestir a camisola do Glorioso. Na verdade, JVA admitiu na imprensa que o avançado norueguês se havia "mijado nas calças" quando confrontado com tamanha massa adepta, não tendo portanto o caráter nem o calibre necessários para atuar perante o 3º anel. Para conforto dos adeptos encarnados, JVA garantiu que um avançado melhor, mais jovem e de maior nomeada, estava já garantido e que iria chegar nos próximos dias. E foi assim que o lendário matador madrileño Tote chegou à Luz.

Terminado o papel do Benfica nesta novela, faltava apenas decidir o destino do outro protagonista. Rushfeldt acabou por assinar pelo Racing de Santander, onde ficou durante época e meia, sempre com papéis secundários.

29/01/2013

Mercado

Fazendo um rescaldo do que tem sido o mercado de inverno do Benfica até agora - e assumindo que as notícias que dão Nolito como certo no Granada são verdadeiras -, tivemos o regresso um central promissor (Roderick), a saída de dois médios ofensivos/extremos (Bruno César e Nolito) e a entrada dum jogador português que prometeu muito mas que tarda em afirmar-se (Rui Fonte).
Tendo em conta que a entrada de Roderick pouco ou nada influenciará a equipa, e que a contratação de Rui Fonte visará certamente o reforço da equipa B no curto prazo, penso que a questão importante é a saída de Bruno César e Nolito. À primeira vista parece que ficamos mais fracos, saem os dois melhores extremos do Benfica da época passada. No entanto, a verdade é que este ano ambos perderam o comboio para Salvio, Nico e Ola John. Foram bastante utilizados em jogos de menor risco nas Taças e cumpriram (o futebol da equipa não perdeu qualidade com eles em campo), mas a verdade é que quase todos os jogos serão a doer daqui para a frente, e rotatividade acabará por ser forçosamente entre os outros os dois a parelha de argentinos e o holandês.
Sendo que há ainda Enzo como possibilidade para as alas e que Urreta voltou a contar para Jorge Jesus, penso que estas duas saídas acabarão por não ter consequências negativas até final da época.
Há ainda duas opções válidas da equipa B que podem agora ver a porta da equipa principal aberta para fazerem alguns minutos. Miguel Rosa e Ivan Cavaleiro têm tido uma prestação acima da média nas alas da equipa B e penso que seria interessante dar-lhes oportunidades. Miguel Rosa tem feito por merecer a oportunidade e, embora pense que o seu futebol não chega para o nível que o Benfica apresenta hoje em dia, não destoaria se jogasse uns minutos e poderia até mexer com o jogo contra adversários de menor qualidade (um pouco na linha de Nolito). Já Ivan Cavaleiro é um jovem com muita qualidade e que acredito que pode explodir nas mãos de Jorge Jesus, certamente faria uns “truques” contra equipas de menor nomeada e isso poderia ajudar no seu crescimento e afirmação.
Resumindo, penso que as movimentações de mercado até ao momento não nos deixam mais fracos do que estávamos, e podem até abrir portas à juventude. No entanto, continuo a achar que um médio centro com provas dadas seria bem vindo e daria dimensão à equipa para poder apostar em 3/4 frentes.
 
P.S. – Penso que Diogo Rosado, nome que tem vindo a ser falado na imprensa como possível reforço, não seria uma má opção para rodar na equipa B e ver o que dá. O talento está lá todo, falta é alguém que o trabalhe com qualidade. Seria sempre uma contratação sem risco, uma vez que está desvalorizado. É formado em Portugal e isso também é um ponto a favor. Já em relação a Vítor não tenho opinião, por enquanto.

25/01/2013

O Rei faz anos



Tal como a lenda do futebol inglês e do West Ham, Bobby Moore, e a sua mulher Tina fizeram em 66, brindemos a um dos maiores nomes da História do "Beautiful Game" e símbolo máximo do nosso Benfica, parabéns Rei Eusébio!

Capas Históricas IV


Hoje como ontem. Desde a 9ª jornada da saudosa época 2009/2010 que a anual recepção do Sporting de Braga ao Benfica deixou de ser um mero encontro mais ou menos pacífico, para se tornar num autêntico jogo de vida ou de morte para os anfitriões. 

De lá para cá, de cada vez que se desloca à Cidade dos Arcebispos, o Benfica é recebido à base de "padradas", bolas de golf e duches de água fria. Mais do que isso, cada visita ao Axa, representa um teste à fibra e ao caráter dos jogadores do Benfica, por toda a envolvente criada e pela dificuldade que temos tido em vencer neste Estádio.

O jogo do próximo sábado será disputado num contexto em relação ao qual é possível traçar um paralelismo com a partida de 31 de Outubro de 2009. Também na altura, o Benfica chegava a Braga com um percurso imaculado para o Campeonato, contando com 7 vitórias e um empate. De resto, um registo em tudo igual ao do clube visitado. Em tudo, menos na "nota artística",  uma vez que o Benfica contava já com 30 (!) golos marcados na competição, contra os 13 do Braga, equipa que se apoiava maioritariamente no seu sólido setor defensivo. Assim, e tal como hoje, a deslocação a Braga tinha contornos de vital importância para os comandados de Jesus na luta pelo Ceptro. Importância acrescida pelo facto do Braga ter também a oportunidade de se isolar na liderança do Campeonato, algo que não se repete na presente temporada.

O confronto de 2009/2010 foi talvez o mais marcante no passado recente entre estas duas equipas. Nunca mais as relações entre os clubes, e principalmente entre os adeptos dos mesmos, foram as mesmas. Apesar da vitória por 2-0 da equipa da casa, o que fica na memória foi o que aconteceu fora e dentro do túnel do Axa, à saída para os balneários quando o árbitro Jorge Sousa apitou para intervalo. Num "sururu" provocado por uma bola passada por Angelito Di Magia em direção ao banco de suplentes adversário, o trio brasileiro composto por Vandinho, Mossoró e Ney Santos aproveitou para molhar a sopa. Se o na altura capitão bracarense Vandinho tentou agredir o adjunto Benfiquista Raúl José à patada, já os seus capangas Mossoró e Ney Santos chegaram mesmo a vias de facto com Cardozo, agredindo o goleador do Benfica pelas costas. Surpreendente, não foram os vilões mas a vítima a receber ordem de expulsão, uma vez que o Takuara já não foi autorizado pelo árbitro da partida a regressar ao relvado. O mesmo castigo teve Andre Leone, alegadamente por se ter envolvido em confrontos com o Paraguaio. Finalmente, também o "Queniano" Ramires foi agredido por um qualquer guarda Abel de Braga, já no interior do túnel. 2045 é um número que o craque brasileiro nunca esquecerá.

Na partida do próximo sábado, o Benfica não poderá esperar ambiente diferente. Agressões, provocações (lembremo-nos de Javi Garcia), tentativas de condicionamento por parte da equipa de arbitragem (lembremos Javi, outra vez), manobras extra-futebol, são tudo números que já vimos nos últimos 3 anos pelo Minho, e que se poderão repetir. As declarações dos dirigentes bracarenses na semana passada assim o deixam antever. 

No entanto, e ao contrário do que aconteceu em 2009, temos a necessidade, a obrigação de ganhar. Temos de esfolar o borrego que tem sido não conseguir ganhar em Braga desde que Jesus está ao leme. Temos de mudar a atitude temerosa e sem determinação com que entramos em campo quando vamos ao Axa. Temos de sair de Braga com os 3 pontos e a consequente confiança redobrada de que seremos Campeões... tal como em 2009/2010. Temos de passar essa mensagem de força aos nossos adversários. Não ganhar em Braga poderá colocar-nos numa situação muito complicada no que resta desta corrida. Se na altura contávamos nas nossas fileiras com Di Maria, Ramires, Javi, Saviola, David Luiz e Coentrão, agora continuamos a ter Luisão, Maxi, Aimar e Cardozo, mas temos também Garay, Matic, Enzo Perez, Salvio, Ola John e Lima, entre outros, todos eles com um espírito competitivo e um brio profissional que tem sido inatacável. E, convenhamos, este não é o Braga que nos desafiou na luta pelo título. Temos tudo para ganhar!

22/01/2013

D10S Queira!

Aimar já não sai
NEGÓCIO COM AL AHLI ABORTOU
In Record
Já faltou mais para dia 1 de Fevereiro!

Começa agora

Foi uma exibição com apenas um sobressalto que nos fez terminar a 1ª volta no 1º lugar. Uma primeira parte fraca, com Gaitán no seu pior, displicente e a estragar muitas jogadas (excepto um dos últimos lances da 1ª parte). Entrada muito forte na 2ª parte que nos valeu o golo da tranquilidade e a partir daí foi controlar, com direito ainda a uma demonstração de classe de Lima. Muito boa exibição de Salvio e de Matic (mais do mesmo).
Em relação ao jogo em si penso que se podem tirar duas conclusões. A primeira é que Gaitán deveria regressar ao banco. Está a começar a ficar “agarrado” ao lugar e isso nota-se na falta de vontade e entrega com que joga. Ola John tem muito mais para dar à equipa quando começa a titular (ficando assim Gaitán “picado” no banco, para entrar e brilhar). A segunda conclusão que tirei é que Melgarejo já é um defesa esquerdo com qualidade aceitável. Até prova em contrário, não acredito que venha a ser um Fábio Coentrão, mas temos aqui uma opção de futuro que pode ser um bom jogador de plantel. Faz quilómetros e quilómetros a alta rotação e tem aprendido a defender com segurança q.b.
Somos campeões de inverno, com tudo o que isso (não) significa. Claro que é bom verificar que até agora houve bastante competência na forma como as coisas foram feitas, mas a verdadeira época vai começar agora.
 
Faltam 9 dias para fechar o mercado e se continuamos a vender jogadores e não vamos buscar ninguém começo a ficar preocupado. E não vejo Matic e Enzo a serem poupados quando o jogo já está resolvido. No jogo de ontem e no jogo em Coimbra não percebo como é que duas das três únicas opções credíveis para aquelas posições acabaram o jogo com 90 minutos. Não quero agourar, mas já vi este filme até em épocas que as opções eram mais abundantes.
 
No que diz respeito à venda de Bruno César, acaba por ser o negócio possível. É bom vender um suplente que pouco tem feito esta época por 5,5 milhões de euros (valores ainda por confirmar oficialmente), e era evidente que a saída da Champions não permite manter tantos jogadores a receber bem. Tenho pena pelo Bruno, pois está a fugir da ribalta muito novo e quando ainda tinha muito para dar ao futebol. Talvez o empréstimo fosse o mais indicado, porque tenho a certeza que quando vendêssemos Gaitán, Ola John e Aimar ele teria o seu espaço. E ele já demonstrou que quando é regularmente titular tem muito para dar à equipa. Que lhe corra tudo bem e que em Maio esteja cá a festejar.

 
Antecipando a próxima jornada, penso que vai definir o que realmente queremos e para onde vamos. Acho que uma vitória nos dá muita força na luta pelo título, um empate deixa esta eterna dúvida no ar, e uma derrota dá praticamente o título ao Porto. Este Braga de Peseiro não é o Braga de Domingos e de Leonardo Jardim, temos a vitória ao nosso alcance!

21/01/2013

Por um ano à Benfica

Sou da opinião, creio que partilhada por muitos Benfiquistas, de que para o Glorioso ser campeão tem de ser muito, mas muito melhor que a concorrência. Foi assim nos últimos 20 anos, será assim também este ano.

Infelizmente, esta época, já se está a desenhar a tourada do costume:
1) Até agora, ao contrário de todas as previsões que apontavam para uma época muito complicada para o Benfica, fomos avançando com muita competência e não poucas vezes com brilhantismo. No que diz respeito ao campeonato, prova que tem de ser sempre a nossa prioridade máxima, apenas não conquistamos a vitória em 3 ocasiões, recepções a porto A e B, e deslocação a Coimbra. À excepção do jogo com o porto (o A), em que a incompetência (?) da arbitragem dividiu o mal pelas aldeias, temos razões para nos sentirmos seriamente prejudicados nas duas outras partidas.
2) O porco, através do seu presidente criminoso e do seu porta-voz, o homónimo do presidente da Comissão de Arbitragem, já veio instalar o clima de medo e desconfiança, procurando passar a mensagem de que o clube bairrista teria sido prejudicado na deslocação à Catedral, algo que não corresponde, de todo, à verdade. Além disso, e como as escutas não serviram para incriminar nenhum dos corruptos, a escolha de árbitros é agora feita em praça pública. Se antes havia o "decoro" ou a vergonha na cara de o fazer às escondidas, agora é tudo feito às claras, com as mais diversas personalidades azuis e brancas a exigirem que Proença seja o árbitro em qualquer Benfica - porto (e vice-versa). Faz sentido, quem já valeu 2 títulos, pode sempre valer um terceiro...
3) Finalmente, a subserviência dos outros clubes "rivais" em relação à associação criminosa mantém-se. Por um lado, o sporting de lisboa vende-se a troco de nada, não conseguindo ver o buraco sem fundo para onde caminha a passo de corrida. Por outro, o sporting de braga (vulgo, porto b), mantém o registo de sempre. Depois do queixume contra a arbitragem após os jogos com Benfica e sporting de lisboa, fez-se notar um silêncio ensurdecedor no rescaldo da partida com o clube-mãe, não obstante a existência de um penalty escandaloso provocado por Alex Sandro que ficou por assinalar. As declarações de ontem do vereador António Salvador servem o propósito de sempre, incendiar o ambiente antes do jogo da época, a recepção ao Glorioso, e colocar pressão sobre quem vier de apito na boca. Nada de novo portanto.

Dito isto, e porque tenho confiança na competência e no espírito competitivo até aqui exibido pelos nossos jogadores e equipa técnica, acredito que esta época tem tudo para ser uma "Época à Benfica". Contra este sistema corrupto e sujo que está instalado no futebol português, temos a hipótese fazer História, vencendo Campeonato e Taça, e dando de vez um pontapé de saída para um ciclo que se quer de muitas vitórias.

A época começa hoje, em Moreira de Cónegos!