25/01/2013

Capas Históricas IV


Hoje como ontem. Desde a 9ª jornada da saudosa época 2009/2010 que a anual recepção do Sporting de Braga ao Benfica deixou de ser um mero encontro mais ou menos pacífico, para se tornar num autêntico jogo de vida ou de morte para os anfitriões. 

De lá para cá, de cada vez que se desloca à Cidade dos Arcebispos, o Benfica é recebido à base de "padradas", bolas de golf e duches de água fria. Mais do que isso, cada visita ao Axa, representa um teste à fibra e ao caráter dos jogadores do Benfica, por toda a envolvente criada e pela dificuldade que temos tido em vencer neste Estádio.

O jogo do próximo sábado será disputado num contexto em relação ao qual é possível traçar um paralelismo com a partida de 31 de Outubro de 2009. Também na altura, o Benfica chegava a Braga com um percurso imaculado para o Campeonato, contando com 7 vitórias e um empate. De resto, um registo em tudo igual ao do clube visitado. Em tudo, menos na "nota artística",  uma vez que o Benfica contava já com 30 (!) golos marcados na competição, contra os 13 do Braga, equipa que se apoiava maioritariamente no seu sólido setor defensivo. Assim, e tal como hoje, a deslocação a Braga tinha contornos de vital importância para os comandados de Jesus na luta pelo Ceptro. Importância acrescida pelo facto do Braga ter também a oportunidade de se isolar na liderança do Campeonato, algo que não se repete na presente temporada.

O confronto de 2009/2010 foi talvez o mais marcante no passado recente entre estas duas equipas. Nunca mais as relações entre os clubes, e principalmente entre os adeptos dos mesmos, foram as mesmas. Apesar da vitória por 2-0 da equipa da casa, o que fica na memória foi o que aconteceu fora e dentro do túnel do Axa, à saída para os balneários quando o árbitro Jorge Sousa apitou para intervalo. Num "sururu" provocado por uma bola passada por Angelito Di Magia em direção ao banco de suplentes adversário, o trio brasileiro composto por Vandinho, Mossoró e Ney Santos aproveitou para molhar a sopa. Se o na altura capitão bracarense Vandinho tentou agredir o adjunto Benfiquista Raúl José à patada, já os seus capangas Mossoró e Ney Santos chegaram mesmo a vias de facto com Cardozo, agredindo o goleador do Benfica pelas costas. Surpreendente, não foram os vilões mas a vítima a receber ordem de expulsão, uma vez que o Takuara já não foi autorizado pelo árbitro da partida a regressar ao relvado. O mesmo castigo teve Andre Leone, alegadamente por se ter envolvido em confrontos com o Paraguaio. Finalmente, também o "Queniano" Ramires foi agredido por um qualquer guarda Abel de Braga, já no interior do túnel. 2045 é um número que o craque brasileiro nunca esquecerá.

Na partida do próximo sábado, o Benfica não poderá esperar ambiente diferente. Agressões, provocações (lembremo-nos de Javi Garcia), tentativas de condicionamento por parte da equipa de arbitragem (lembremos Javi, outra vez), manobras extra-futebol, são tudo números que já vimos nos últimos 3 anos pelo Minho, e que se poderão repetir. As declarações dos dirigentes bracarenses na semana passada assim o deixam antever. 

No entanto, e ao contrário do que aconteceu em 2009, temos a necessidade, a obrigação de ganhar. Temos de esfolar o borrego que tem sido não conseguir ganhar em Braga desde que Jesus está ao leme. Temos de mudar a atitude temerosa e sem determinação com que entramos em campo quando vamos ao Axa. Temos de sair de Braga com os 3 pontos e a consequente confiança redobrada de que seremos Campeões... tal como em 2009/2010. Temos de passar essa mensagem de força aos nossos adversários. Não ganhar em Braga poderá colocar-nos numa situação muito complicada no que resta desta corrida. Se na altura contávamos nas nossas fileiras com Di Maria, Ramires, Javi, Saviola, David Luiz e Coentrão, agora continuamos a ter Luisão, Maxi, Aimar e Cardozo, mas temos também Garay, Matic, Enzo Perez, Salvio, Ola John e Lima, entre outros, todos eles com um espírito competitivo e um brio profissional que tem sido inatacável. E, convenhamos, este não é o Braga que nos desafiou na luta pelo título. Temos tudo para ganhar!

22/01/2013

D10S Queira!

Aimar já não sai
NEGÓCIO COM AL AHLI ABORTOU
In Record
Já faltou mais para dia 1 de Fevereiro!

Começa agora

Foi uma exibição com apenas um sobressalto que nos fez terminar a 1ª volta no 1º lugar. Uma primeira parte fraca, com Gaitán no seu pior, displicente e a estragar muitas jogadas (excepto um dos últimos lances da 1ª parte). Entrada muito forte na 2ª parte que nos valeu o golo da tranquilidade e a partir daí foi controlar, com direito ainda a uma demonstração de classe de Lima. Muito boa exibição de Salvio e de Matic (mais do mesmo).
Em relação ao jogo em si penso que se podem tirar duas conclusões. A primeira é que Gaitán deveria regressar ao banco. Está a começar a ficar “agarrado” ao lugar e isso nota-se na falta de vontade e entrega com que joga. Ola John tem muito mais para dar à equipa quando começa a titular (ficando assim Gaitán “picado” no banco, para entrar e brilhar). A segunda conclusão que tirei é que Melgarejo já é um defesa esquerdo com qualidade aceitável. Até prova em contrário, não acredito que venha a ser um Fábio Coentrão, mas temos aqui uma opção de futuro que pode ser um bom jogador de plantel. Faz quilómetros e quilómetros a alta rotação e tem aprendido a defender com segurança q.b.
Somos campeões de inverno, com tudo o que isso (não) significa. Claro que é bom verificar que até agora houve bastante competência na forma como as coisas foram feitas, mas a verdadeira época vai começar agora.
 
Faltam 9 dias para fechar o mercado e se continuamos a vender jogadores e não vamos buscar ninguém começo a ficar preocupado. E não vejo Matic e Enzo a serem poupados quando o jogo já está resolvido. No jogo de ontem e no jogo em Coimbra não percebo como é que duas das três únicas opções credíveis para aquelas posições acabaram o jogo com 90 minutos. Não quero agourar, mas já vi este filme até em épocas que as opções eram mais abundantes.
 
No que diz respeito à venda de Bruno César, acaba por ser o negócio possível. É bom vender um suplente que pouco tem feito esta época por 5,5 milhões de euros (valores ainda por confirmar oficialmente), e era evidente que a saída da Champions não permite manter tantos jogadores a receber bem. Tenho pena pelo Bruno, pois está a fugir da ribalta muito novo e quando ainda tinha muito para dar ao futebol. Talvez o empréstimo fosse o mais indicado, porque tenho a certeza que quando vendêssemos Gaitán, Ola John e Aimar ele teria o seu espaço. E ele já demonstrou que quando é regularmente titular tem muito para dar à equipa. Que lhe corra tudo bem e que em Maio esteja cá a festejar.

 
Antecipando a próxima jornada, penso que vai definir o que realmente queremos e para onde vamos. Acho que uma vitória nos dá muita força na luta pelo título, um empate deixa esta eterna dúvida no ar, e uma derrota dá praticamente o título ao Porto. Este Braga de Peseiro não é o Braga de Domingos e de Leonardo Jardim, temos a vitória ao nosso alcance!

21/01/2013

Por um ano à Benfica

Sou da opinião, creio que partilhada por muitos Benfiquistas, de que para o Glorioso ser campeão tem de ser muito, mas muito melhor que a concorrência. Foi assim nos últimos 20 anos, será assim também este ano.

Infelizmente, esta época, já se está a desenhar a tourada do costume:
1) Até agora, ao contrário de todas as previsões que apontavam para uma época muito complicada para o Benfica, fomos avançando com muita competência e não poucas vezes com brilhantismo. No que diz respeito ao campeonato, prova que tem de ser sempre a nossa prioridade máxima, apenas não conquistamos a vitória em 3 ocasiões, recepções a porto A e B, e deslocação a Coimbra. À excepção do jogo com o porto (o A), em que a incompetência (?) da arbitragem dividiu o mal pelas aldeias, temos razões para nos sentirmos seriamente prejudicados nas duas outras partidas.
2) O porco, através do seu presidente criminoso e do seu porta-voz, o homónimo do presidente da Comissão de Arbitragem, já veio instalar o clima de medo e desconfiança, procurando passar a mensagem de que o clube bairrista teria sido prejudicado na deslocação à Catedral, algo que não corresponde, de todo, à verdade. Além disso, e como as escutas não serviram para incriminar nenhum dos corruptos, a escolha de árbitros é agora feita em praça pública. Se antes havia o "decoro" ou a vergonha na cara de o fazer às escondidas, agora é tudo feito às claras, com as mais diversas personalidades azuis e brancas a exigirem que Proença seja o árbitro em qualquer Benfica - porto (e vice-versa). Faz sentido, quem já valeu 2 títulos, pode sempre valer um terceiro...
3) Finalmente, a subserviência dos outros clubes "rivais" em relação à associação criminosa mantém-se. Por um lado, o sporting de lisboa vende-se a troco de nada, não conseguindo ver o buraco sem fundo para onde caminha a passo de corrida. Por outro, o sporting de braga (vulgo, porto b), mantém o registo de sempre. Depois do queixume contra a arbitragem após os jogos com Benfica e sporting de lisboa, fez-se notar um silêncio ensurdecedor no rescaldo da partida com o clube-mãe, não obstante a existência de um penalty escandaloso provocado por Alex Sandro que ficou por assinalar. As declarações de ontem do vereador António Salvador servem o propósito de sempre, incendiar o ambiente antes do jogo da época, a recepção ao Glorioso, e colocar pressão sobre quem vier de apito na boca. Nada de novo portanto.

Dito isto, e porque tenho confiança na competência e no espírito competitivo até aqui exibido pelos nossos jogadores e equipa técnica, acredito que esta época tem tudo para ser uma "Época à Benfica". Contra este sistema corrupto e sujo que está instalado no futebol português, temos a hipótese fazer História, vencendo Campeonato e Taça, e dando de vez um pontapé de saída para um ciclo que se quer de muitas vitórias.

A época começa hoje, em Moreira de Cónegos!

18/01/2013

Capas Históricas III



O mercado de Inverno tem destas coisas. Comboios de nomes são veiculados na imprensa como entradas/saídas certas para/de os grandes do futebol português. Quando se trata do Benfica, já o sabemos, é a silly season extrapolada a um extremo quase insuportável, com os nomes mencionados pelos jornais do costume a abrangerem desde grandes craques ou promessas de nível mundial totalmente inacessíveis (infelizmente) para os cofres do clube, a jogadores sem qualidade suficiente para jogar num qualquer clube de meio da tabela da Liga Zon-Sagres. Ora durante vários anos, não era raro que jogadores do calibre deste segundo grupo (chamemo-lhes simplesmente de coxos) acabassem mesmo por assinar pelo Glorioso, só para que poucos meses depois fossem devolvidos ao emissor, escorraçados pela porta dos fundos.

No Inverno de 2004/2005, o coxo contemplado com um bilhete de ida e volta de Maiorca para Lisboa foi o montenegrino (à data ainda jugoslavo) Andrija Delibasic. O jovem avançado oriundo dos bálcãs gozava ainda de alguma reputação dos seus tempos ao serviço do Partizan, pois ao serviço do Maiorca pouco mais foi que uma nulidade, o que motivou o seu empréstimo ao Glorioso. No Benfica de Trapattoni, Delibasic tem a concorrência de Nuno Gomes, Karadas (o filho norueguês de Trap), Sokota e Mantorras, os dois últimos passando grande parte do tempo a cargo do departamento clínico. Apesar do extraordinário poker no seu primeiro treino, conforme indica a capa que dá o mote a este texto, um treino onde certamente a Velha Raposa abdicou da utilização de guarda-redes, a passagem do montenegrino pela Luz cifrou-se nuns meros 3 jogos, sem direito a golos. Mas com direito a título de Campeão Nacional, o único da sua carreira.

No fim da sofrida temporada que culmina na conquista da Liga, a saída de mais este flop não é mais que uma inevitabilidade. Quis o destino que o Maiorca o emprestasse, de novo, na época seguinte a um clube português, com o (in)feliz contemplado a ser o Braga. Não satisfeito, após novo falhanço em Terras Lusitanas, completa a segunda metade da temporada 2006/2007 ao serviço do Beira-Mar, cumprindo um desígnio assumido por tantos erros de casting que passaram sem sucesso nas fileiras do Benfica, marcar um golo ao Glorioso...

Delibasic é só um pretexto, um exemplo de como o mercado de Inverno pode ser traiçoeiro. Numa época em que muito se tem falado do desequilíbrio do nosso plantel em algumas posições fulcrais, é importante olhar para o mercado como uma janela de oportunidade, mas manter presente o quão mau conselheiro ele pode ser. Antes não comprar do que comprar à pressa e sem critério, só para mais tarde vender ao desbarato.

12/01/2013

O jogador com mais classe do Mundo



A superioridade com que El Mago felicita Bruno Alves após sofrer uma (mais uma) entrada assassina resume o que é este enorme Jogador e Profissional. Aimar é especial.