Mostrar mensagens com a etiqueta Pedro Proença. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pedro Proença. Mostrar todas as mensagens

05/04/2013

Começou

Na jornada em que o Benfica tem uma deslocação a um terreno habitualmente complicado e, não contando com o clássico da penúltima jornada, o nosso adversário tem o seu jogo caseiro teoricamente mais difícil (teoricamente porque o abrir de pernas habitual do Braga quando o adversário é o patrão, é sobejamente conhecido e não merece discussão), o Conselho de Arbitragem decide-se pelas seguintes nomeações:

- Proença no Porto - Braga. Aquele que tem por hábito ser o homem certo no lugar certo, no que toca à aos interesses dos azuis-e-brancos, tratará de garantir que as possíveis pretensões do Braga em lutar por um lugar na Champions não serão obstáculo na corrida ao título do FCP.

- Hugo Miguel no Olhanense - Benfica - O árbitro que o ano passado em Coimbra, com o Benfica bem encaminhado na rota do título, marcou falta a Aimar num lance em que é pontapeado na grande área contrária (fora outros lances no mesmo jogo que nem me dou ao trabalho de relembrar), é o escolhido para a tarefa de repetir aquilo que conseguiu na época transacta, afastar o Benfica do seu grande objectivo, o 33º título de Campeão Nacional.

Não se adivinha um final de Campeonato fácil para o Benfica. O calendário não permite deslizes e os jogos de bastidores atingem agora o seu pico mais elevado, com os nossos adversários a fazerem tudo para nos impedir de ser Campeões. Acredito que até final da época ainda apanharemos os suspeitos do costume Soares Dias, Proença e Jorge Sousa. 

Vamos precisar de ter uma enorme fibra de Campeão para que a temporada seja tão feliz quanto promete ser neste momento!

13/02/2013

Injustiça Salomónica

Para que não nos oiça criticar a decisão, contra os Regulamentos, de não excluir o Porto da Taça da Liga, a Federação aplicou castigos de "apenas" um jogo a Matic e Cardozo. a FPF consegue assim, no mesmo comunicado, cometer duas injustiças graves, sendo elas a não exclusão do Porto de uma competição na qual não cumpriu as regras do jogo e a suspensão de Matic por algo que não fez.

Se, por um lado, nunca acreditei que o Porto fosse excluído da Taça da Liga pois isso iria provavelmente provocar a curto-médio prazo a morte desta Competição, por outro também sabemos que o Porto não tem por hábito jogar segundo as regras no Campeonato e isso, que eu me recorde, ainda não resultou na sua desclassificação.

Em relação aos castigos, principalmente o de Matic, vemos confirmada a ideia de que a nossa Federação está atrasada, por exemplo, em relação à Confederação Africana de Futebol (CAF), que ainda na última CAN despenalizou um jogador (o burquinês Jonathan Pitroipa), após este ter sido expulso de forma injusta.

Enquanto tudo isto se desenrola à frente dos nossos olhos, o Benfica continua calado...

12/02/2013

Tudo ao Léu


Na longínqua época de 2000/2001, ocorreu um dos mais caricatos episódios da História do Futebol Português. Bruno Paixão, um dos piores árbitros de que há memória decidiu, após um escaldante Académica-Imortal, aplicar o internacionalmente famoso número de sedução, o chamado "Naked Man", apresentando-se "em pelota" frente a elementos do sexo feminino. As presas (foram logo duas, o homem não é de meias medidas), duas agentes da PSP, nomeadamente a agente Fátima, pertencente à Divisão "Escola Segura" e a agente Paula (nome de especial significado para Carlos Secretário), da Divisão de Trânsito. Terminada a partida, Paixão deparou-se com as duas senhoras junto ao seu balneário e certamente terá pensado que seria a fruta do costume, desta vez para desempenhar o papel de "good cop, bad cop", um fetiche antigo do sr. Paixão. Puro engano. As duas agentes não acharam graça à brincadeira, e apresentaram uma queixa-crime contra o "juiz". Vendo o árbitro setubalense vítima do ultraje de uma acusação de atentado ao pudor pelas duas vítimas, o então Diretor Executivo da Liga, o nobilíssimo e impoluto José Guilherme Aguiar, na altura sob a égide da Major Valentim Loureiro (tudo bons rapazes). apressou-se a vir a terreiro defendê-lo, como aliás é hábito no F.C. Porto.

Mas esta história, pese embora rocambolesca e absolutamente caricata, não tem nada que ver com aquilo que pretendo dizer com este texto. A escolha desta capa, deve-se só e exclusivamente ao facto de associar a arbitragem portuguesa à ausência de pudor. O jogo de Domingo demonstrou-nos, mais uma vez, que o Rei vai nu! A falta de vergonha apoderou-se do futebol Português. O que antes eram nomeações de árbitros e esquemas de incentivos bem delineados com o objetivo de aliciar equipas de arbitragem, apenas desmascarados através de escutas aos telefones dos autores do crime, são agora feitas às claras, frente às objetivas das televisões. O Rei, o Sistema, vai nu. Os corruptores decretaram que qualquer jogo do Benfica merece ser arbitrado pelo "Melhor árbitro do Mundo", Pedro Proença. Não sei se Proença é o melhor do mundo na sua função, sei que é indubitavelmente um dos mais competentes. Em cada jogo, tem uma missão, e cumpre-a, custe o que custar, por mais descarada e vergonhosa que seja. Em Portugal como na Europa. Não quero com isto desculpar os 2 pontos perdidos ontem na Choupana de Rui Alves. O empate, inaceitável nesta altura da temporada, deve-se quase exclusivamente à nossa incompetência e aos erros de uma defesa, Artur incluído, que tremeu demais. O impacto da atuação de Proença tem no entanto um alcance mais abrangente. Matic provavelmente ficará de fora nos próximos dois jogos, enquanto o caso de Cardozo é mais grave, quem sabe quanto tempo ficará suspenso, é esperar para ver. Em menos de 5 minutos, O Melhor do Mundo tirou das próximas jornadas aquele que tem sido o nosso jogador em melhor forma, Matic (sem substituto à altura, culpa nossa), e o nosso melhor marcador, Cardozo. O Rei da arbitragem, Proença, vai nu. Veremos se na jornada 29, no jogo que poderá decidir a atribuição do título, não veremos os dois Reis, Proença e o Sistema, a festejarem, nus e despojados de pudor, o tão desejado título, numa imagem já antes vista.