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12/07/2013

Eu Confesso

Adorava ter visto estes dois Senhores juntos de Águia ao peito.


«O futebol português perde um grande jogador, que durante os anos em que jogou em Portugal deu um grande espetáculo. Penso que todos admiravam a forma como ele jogava e se expressava fora e dentro do campo. Perde-se um grande jogador que passou por este Campeonato», salientou o médio argentino, em declarações à Antena 1.

Lucho Gonzalez sobre Aimar in A Bola

07/06/2013

26/05/2013

Último Tango no Jamor

Caso se confirme como o último jogo de Aimar pelo Benfica, o que peço para amanhã, além da conquista do Troféu, é uma oportunidade para eu e todos os Benfiquistas nos despedirmos de D10S.

Sejam 90, 60, 15 ou 10 minutos, quero ver Aimar jogar mais uma vez vestindo o glorioso Manto Sagrado. O Futebol merece.

17/04/2013

O Porquê de Aimar Ser o Melhor do Mundo

"Valdano diz mesmo que Maradona «é adorado não pelo que jogava futebol, mas pelo bem que jogava à bola». «Perder esse capital sentimental é muito grave», remata."

in Maisfutebol

Assim é também com o D10S que mora na Luz.

06/02/2013

A busca de Pablito

«Adoro el fútbol bonito. Puedo decir que yo vivo por este tipo de fútbol. Pero estoy convencido de que, desde que llevo jugando, lo que les importa a los aficionados más que el juego, es el resultado». Pablito, 2004.

Esta frase é uma excelente exposição da postura de Pablito no futebol: a procura da beleza e o necessário equilíbrio entre o futebol bonito e o futebol que ganha jogos. Mas nesta afirmação há mais do que aquilo que se retira à primeira vista, e que complementada com o seu estilo de jogo e com a sua atitude dentro e fora de campo nos dá uma perspectiva do que o futebol significa para Pablito e do que Pablito significa para o futebol. Penso sinceramente que se há um jogador que encarna o espírito de encontrar o sublime no desporto-rei, esse jogador é, acima de todos os outros, Pablito.

Ronaldo é eficiência e números, quer a vitória e reconhecimento; Messi assemelha-se a um autista que faz o que faz porque o seu engenho assim o permite, e a sua motivação dá ideia de ser proporcional ao talento que os deuses lhe concederam; Ibrahimovic é um génio egocêntrico; Ronaldinho era circo, aparentando uma necessidade de sorrisos dos adeptos para se sentir aceite; Maradona fazia-o por divertimento pessoal, às vezes mesmo por desprezo pelo adversário e, contra os ingleses, por vingança patriótica. Todos estes jogadores tiveram e têm lances de perfeição futebolística, ainda que cada um com razões diferentes – a fome de vitória, o reconhecimento pessoal, o dinheiro, orgulhos nacionais feridos, a necessidade de se sentirem melhores, mais populares, mais queridos, ou apenas porque sim, porque podem.

A grande diferença, e este é um ponto fundamental, é que Pablito é dos poucos que parece jogar com total desprendimento e com um interesse que ultrapassa o indivíduo para se fixar em patamares mais etéreos. No seu caso, a genialidade está ao serviço do futebol como desporto capaz de produzir momentos sublimes. É por isso que Pablito é tão especial: procura genuinamente a beleza, transformando um jogo de futebol num espectáculo estético apenas porque o futebol, para ele, é razão de sobra para dispensar outras razões. O facto de ser bem pago enquanto o faz não é mais do que uma consequência natural desta sua busca, não constituindo a razão de fundo. A fama não lhe interessa, ele que nem é dado às modernices do futebol-reality show – não tem site, não tem Facebook, não tem Twitter. Pablito perseguiria a beleza futebolística jogando no Benfica ou na 3ª Divisão argentina, sendo conhecido ou sendo um zé-ninguém, ganhando milhões ou ganhando tostões.

Há, depois, o a questão do equilíbrio entre a motivação pessoal e os interesses do futebol como jogo colectivo: o jogador é obrigado a pensar para a equipa primeiro, e pensar para a equipa em termos de utilidade prática e não em termos de beleza. No futebol, a vitória acaba por ser o objectivo último, e isto é uma limitação para todos os génios. Pablito não é diferente, tendo a maior parte das vezes de abdicar do que pode fazer pelo que deve fazer. Ainda assim, há sempre a sensação de que se perdeu alguma coisa para a posterioridade quando Pablito pode fazer o agradável e opta pelo útil. Acredito que esta conciliação não deve ser fácil para um sobredotado, e por isso perdoo a Pablito quando tenta fazer o fantástico e a coisa corre mal – mas refira-se que isto, o sacrifício do colectivo pela acção individual, raramente tem lugar no seu jogo.

Não há, no entanto, impedimentos a que por vezes as duas realidades se cruzem: os seus impulsos geniais são o melhor para a equipa. E, quando isso acontece, todo um universo futebolístico se alinha e Pablito mostra-nos a beleza do futebol na sua forma mais pura.

22/01/2013

D10S Queira!

Aimar já não sai
NEGÓCIO COM AL AHLI ABORTOU
In Record
Já faltou mais para dia 1 de Fevereiro!

12/01/2013

O jogador com mais classe do Mundo



A superioridade com que El Mago felicita Bruno Alves após sofrer uma (mais uma) entrada assassina resume o que é este enorme Jogador e Profissional. Aimar é especial.

03/01/2013

Ponto de situação positivo

Embora seja um acérrimo defensor de que Jorge Jesus é o treinador ideal para o Benfica neste momento e, até ver, num futuro a médio prazo, reconheço que o seu trajecto no comando do Benfica até hoje me faz hesitar quando o elogio a ele e à prestação da equipa.
Ainda assim, penso que há um ponto de situação positivo que deve ser feito neste momento. Achei um bom pronúncio a forma como Jorge Jesus rodou a equipa nestes dois últimos jogos.
Bem sei que o plantel se tem vindo a revelar propício a este tipo de rodagem (ontem supostamente jogaram os suplentes e tínhamos em campo Gaitán, Bruno César e Nolito - que se apresentaram os 3 a um nível elevado), bem como o calendário. No entanto, não sei até que ponto a coisa não deve ser vista de outra forma: não será a rodagem que está finalmente a ser (bem) feita que mostra as potencialidades do plantel? Fica no ar a pergunta... A qual só terá uma resposta definitiva no fim da época, e resposta parcelar no fim deste ciclo infernal de Janeiro.
 
Algo que me deixa um pouco reticente foi a fraca exibição diante do Moreirense, mas ontem fizémos questão de mostrar que talvez tenham sido as férias a empenar um pouco os motores. Ainda assim fizémos um resultado que nos deixa "apenas" a precisar de ganhar em casa à Académica para passar à próxima fase. Ou seja, cumprimos. E, por vezes, cumprir basta. Espero pelo jogo contra o Estoril para tirar ilacções mais concretas...
 
Veremos como continuam a correr as coisas neste complicado mês de Janeiro, mas estou confiante que Jorge Jesus tem aprendido com os erros e, no que depender dele, a gestão será bem feita. Depois é preciso sorte com as lesões e a bola entrar!
 
 
Há ainda a questão do mercado estar aberto. Penso que não deveria ser negociada nenhuma saída, pois só assim conseguiremos manter este nível elevado mesmo a rodar a equipa.
Em relação ao meio campo, continuo a defender que se deveria encontrar uma solução de carácter mais defensivo (regresso de Aírton, por exemplo, não seria demasiado dispendioso). No entanto, se para entrar algúem for preciso vender algum activo, prefiro que não haja mexidas.

 
Por fim,
I - O regresso anunciado de Pablo Aimar a 100% faz-me ficar ainda mais confiante! Se já conseguimos atingir um nível elevado sem ele, acredito numa 2ª parte de época ainda melhor!
II - Finalmente parece-me que Cardozo é consensual entre todos os Benfiquistas! Foi preciso fazer 10 golos em 4 jogos para o conseguir, mas finalmente está a ter o reconhecimento merecido por parte de todos sem excepção! Espero que mantenha a cadência!

11/12/2012

O que é feito d' El Mago?

O desaparecimento do melhor jogador que já vi jogar de águia ao peito quase que coincidiu com a criação deste blogue, em sua honra...

Não há justificações para o seu afastamento demasiado longo da equipa, não há previsões de regresso... 

Gostava sinceramente de perceber o que se passa, porque não foi esta a época de despedida que eu e o mundo do futebol idealizámos para o melhor nº10 que o futebol moderno e contemporâneo já viu...

14/11/2012

40 minutos de Pablito

Este vídeo nasce da necessidade de preservação da história de Pablito no Glorioso. São os seus melhores momentos de 2011/2012 em compilação. Os golos, as assistências, os passes, as fintas, enfim, todos os pormenores de classe de todos os jogos de Pablito da época passada.

Está mal editado, não tem efeitos especiais nem é ao som da música do momento. Se quiserem ponham mute e oiçam as canções da vossa escolha. Eu recomendo tango, mas fica ao vosso critério - podem sempre ouvir o Tadeia chamar a uma das melhores assistências do ano "recuperação de bola". É aconselhável assistirem na melhor qualidade disponível, caso contrário o vídeo fica muito pouco perceptível.

Dito isto, desfrutem de quase 40 minutos de Pablito.


 

18/09/2012

O meu Benfica

O ritual de entrada no Velhinho era cumprido em silêncio sepulcral. O cortejo subia pela Rua Soeiro, e estacionava geralmente na João Hogan. Seguia pelas escadas que iam dar à Catedral, ao princípio despida adornos, depois enfeitada com cadeiras que desenhavam os símbolos e nomes dos patrocinadores – Parmalat, Telecel. Quatro grandes torres de betão iluminavam o altar, alimentadas pela Shell.

A minha fé estava lá, sustentada pelas homilias de João Pinto e Preud’homme, pontualmente assistidos por um ou outro acólito que, durante umas épocas ou apenas alguns meses, aparecia para auxiliar à missa – Caniggia, Gamarra, Nuno Gomes, Enke, Van Hooijdonk. Os objectos de culto que mantinham a minha crença apareciam sob formato VHS - Eusébio, um Jogador de todos os Tempos; mensalmente, revestiam suporte de papel, por meio da revista do Clube, que apresentava Totes, Okunowos e Mawetes Juniores como novos profetas de uma instituição religiosa decadente; relíquias eram também as memórias do meu pai, benfiquista de família de sportinguistas, nascido para a Luz pelos golos de Eusébio, raptado para o Terceiro Anel por Coluna, José Águas, Torres.

O meu pai, depois de anos de fanatismo benfiquista que calcorreara o País e a Europa, perdera a fé. Era um agnóstico, que, de vez em quando, me levava a conhecer o templo que lhe fizera a juventude tão feliz. Era, digamos, uma religiosidade não-praticante. Em 1994, antecipou o que iria acontecer. Ainda assisti à última festa que o Gigante de Betão recebeu, a celebração do título à tarde. A partir daí, cada domingo que albergava jogo na Luz era motivo de birras e choradeira – o meu pai recusava-se a levar-me a ir ver aquela equipa moribunda, que usava as mesmas cores e símbolos que Eusébio, Coluna, Humberto, Veloso. Às vezes, o meu pai ia sozinho. Talvez me quisesse poupar, talvez quisesse manter a minha fé cristalizada na cassete do Eusébio e nas tardes de glória que baseavam as histórias que me contava – golos, títulos, jogos fantásticos, viagens. Talvez esperasse que, com tão poucas cerimónias na Luz, eu me desligasse - hipótese menos plausível, mas que me ocorreu algumas vezes.

A verdade é que nunca desconectei a ficha do Benfica. Essa cassete, essas histórias – a revista, entretanto, deixara de ser publicada -, municiavam a minha imaginação, que corria louca à procura de mais um golo, de mais uma jogada, fosse no leitor de vídeo fosse nos recônditos das lembranças do meu pai. “O Chalana era bom, pai?”, perguntava, “O Chalana era 10 vezes o Simão”, “o Bento foi o melhor guarda-redes que vi jogar, um gigante sem medo de nada”, “o Humberto transbordava classe”. Lembro-me de pensar, vezes sem conta, que se o Eusébio tivesse rematado para o outro lado no final do jogo com o Manchester United, em 1968, o Benfica teria sido campeão europeu – um lance que revi até mais não, numa fita já gasta pelos constantes rewinds. Ainda assim, a imagem do Eusébio a felicitar Stepney pela enorme defesa era uma demonstração do que era o Benfica, e do que era a postura que um homem devia manter em momentos decisivos que não correm bem, na certeza de que se fez tudo para ganhar.

Talvez não seja normal, no século XXI, buscar constantemente benfiquismo num estádio que já não existe, numa cassete que fala de coisas de há 50 anos, em histórias que não vivi e em jogadores que não vi jogar. Hoje, pouco me lembra esse Benfica que não conheci na primeira pessoa, mas que conheço como se tivesse festejado os golos de Eusébio, presenciado a galhardia de José Águas, vibrado com as defesas de Bento.

Felizmente há Pablito.