29/01/2013

Mercado

Fazendo um rescaldo do que tem sido o mercado de inverno do Benfica até agora - e assumindo que as notícias que dão Nolito como certo no Granada são verdadeiras -, tivemos o regresso um central promissor (Roderick), a saída de dois médios ofensivos/extremos (Bruno César e Nolito) e a entrada dum jogador português que prometeu muito mas que tarda em afirmar-se (Rui Fonte).
Tendo em conta que a entrada de Roderick pouco ou nada influenciará a equipa, e que a contratação de Rui Fonte visará certamente o reforço da equipa B no curto prazo, penso que a questão importante é a saída de Bruno César e Nolito. À primeira vista parece que ficamos mais fracos, saem os dois melhores extremos do Benfica da época passada. No entanto, a verdade é que este ano ambos perderam o comboio para Salvio, Nico e Ola John. Foram bastante utilizados em jogos de menor risco nas Taças e cumpriram (o futebol da equipa não perdeu qualidade com eles em campo), mas a verdade é que quase todos os jogos serão a doer daqui para a frente, e rotatividade acabará por ser forçosamente entre os outros os dois a parelha de argentinos e o holandês.
Sendo que há ainda Enzo como possibilidade para as alas e que Urreta voltou a contar para Jorge Jesus, penso que estas duas saídas acabarão por não ter consequências negativas até final da época.
Há ainda duas opções válidas da equipa B que podem agora ver a porta da equipa principal aberta para fazerem alguns minutos. Miguel Rosa e Ivan Cavaleiro têm tido uma prestação acima da média nas alas da equipa B e penso que seria interessante dar-lhes oportunidades. Miguel Rosa tem feito por merecer a oportunidade e, embora pense que o seu futebol não chega para o nível que o Benfica apresenta hoje em dia, não destoaria se jogasse uns minutos e poderia até mexer com o jogo contra adversários de menor qualidade (um pouco na linha de Nolito). Já Ivan Cavaleiro é um jovem com muita qualidade e que acredito que pode explodir nas mãos de Jorge Jesus, certamente faria uns “truques” contra equipas de menor nomeada e isso poderia ajudar no seu crescimento e afirmação.
Resumindo, penso que as movimentações de mercado até ao momento não nos deixam mais fracos do que estávamos, e podem até abrir portas à juventude. No entanto, continuo a achar que um médio centro com provas dadas seria bem vindo e daria dimensão à equipa para poder apostar em 3/4 frentes.
 
P.S. – Penso que Diogo Rosado, nome que tem vindo a ser falado na imprensa como possível reforço, não seria uma má opção para rodar na equipa B e ver o que dá. O talento está lá todo, falta é alguém que o trabalhe com qualidade. Seria sempre uma contratação sem risco, uma vez que está desvalorizado. É formado em Portugal e isso também é um ponto a favor. Já em relação a Vítor não tenho opinião, por enquanto.

25/01/2013

O Rei faz anos



Tal como a lenda do futebol inglês e do West Ham, Bobby Moore, e a sua mulher Tina fizeram em 66, brindemos a um dos maiores nomes da História do "Beautiful Game" e símbolo máximo do nosso Benfica, parabéns Rei Eusébio!

Capas Históricas IV


Hoje como ontem. Desde a 9ª jornada da saudosa época 2009/2010 que a anual recepção do Sporting de Braga ao Benfica deixou de ser um mero encontro mais ou menos pacífico, para se tornar num autêntico jogo de vida ou de morte para os anfitriões. 

De lá para cá, de cada vez que se desloca à Cidade dos Arcebispos, o Benfica é recebido à base de "padradas", bolas de golf e duches de água fria. Mais do que isso, cada visita ao Axa, representa um teste à fibra e ao caráter dos jogadores do Benfica, por toda a envolvente criada e pela dificuldade que temos tido em vencer neste Estádio.

O jogo do próximo sábado será disputado num contexto em relação ao qual é possível traçar um paralelismo com a partida de 31 de Outubro de 2009. Também na altura, o Benfica chegava a Braga com um percurso imaculado para o Campeonato, contando com 7 vitórias e um empate. De resto, um registo em tudo igual ao do clube visitado. Em tudo, menos na "nota artística",  uma vez que o Benfica contava já com 30 (!) golos marcados na competição, contra os 13 do Braga, equipa que se apoiava maioritariamente no seu sólido setor defensivo. Assim, e tal como hoje, a deslocação a Braga tinha contornos de vital importância para os comandados de Jesus na luta pelo Ceptro. Importância acrescida pelo facto do Braga ter também a oportunidade de se isolar na liderança do Campeonato, algo que não se repete na presente temporada.

O confronto de 2009/2010 foi talvez o mais marcante no passado recente entre estas duas equipas. Nunca mais as relações entre os clubes, e principalmente entre os adeptos dos mesmos, foram as mesmas. Apesar da vitória por 2-0 da equipa da casa, o que fica na memória foi o que aconteceu fora e dentro do túnel do Axa, à saída para os balneários quando o árbitro Jorge Sousa apitou para intervalo. Num "sururu" provocado por uma bola passada por Angelito Di Magia em direção ao banco de suplentes adversário, o trio brasileiro composto por Vandinho, Mossoró e Ney Santos aproveitou para molhar a sopa. Se o na altura capitão bracarense Vandinho tentou agredir o adjunto Benfiquista Raúl José à patada, já os seus capangas Mossoró e Ney Santos chegaram mesmo a vias de facto com Cardozo, agredindo o goleador do Benfica pelas costas. Surpreendente, não foram os vilões mas a vítima a receber ordem de expulsão, uma vez que o Takuara já não foi autorizado pelo árbitro da partida a regressar ao relvado. O mesmo castigo teve Andre Leone, alegadamente por se ter envolvido em confrontos com o Paraguaio. Finalmente, também o "Queniano" Ramires foi agredido por um qualquer guarda Abel de Braga, já no interior do túnel. 2045 é um número que o craque brasileiro nunca esquecerá.

Na partida do próximo sábado, o Benfica não poderá esperar ambiente diferente. Agressões, provocações (lembremo-nos de Javi Garcia), tentativas de condicionamento por parte da equipa de arbitragem (lembremos Javi, outra vez), manobras extra-futebol, são tudo números que já vimos nos últimos 3 anos pelo Minho, e que se poderão repetir. As declarações dos dirigentes bracarenses na semana passada assim o deixam antever. 

No entanto, e ao contrário do que aconteceu em 2009, temos a necessidade, a obrigação de ganhar. Temos de esfolar o borrego que tem sido não conseguir ganhar em Braga desde que Jesus está ao leme. Temos de mudar a atitude temerosa e sem determinação com que entramos em campo quando vamos ao Axa. Temos de sair de Braga com os 3 pontos e a consequente confiança redobrada de que seremos Campeões... tal como em 2009/2010. Temos de passar essa mensagem de força aos nossos adversários. Não ganhar em Braga poderá colocar-nos numa situação muito complicada no que resta desta corrida. Se na altura contávamos nas nossas fileiras com Di Maria, Ramires, Javi, Saviola, David Luiz e Coentrão, agora continuamos a ter Luisão, Maxi, Aimar e Cardozo, mas temos também Garay, Matic, Enzo Perez, Salvio, Ola John e Lima, entre outros, todos eles com um espírito competitivo e um brio profissional que tem sido inatacável. E, convenhamos, este não é o Braga que nos desafiou na luta pelo título. Temos tudo para ganhar!

22/01/2013

D10S Queira!

Aimar já não sai
NEGÓCIO COM AL AHLI ABORTOU
In Record
Já faltou mais para dia 1 de Fevereiro!

Começa agora

Foi uma exibição com apenas um sobressalto que nos fez terminar a 1ª volta no 1º lugar. Uma primeira parte fraca, com Gaitán no seu pior, displicente e a estragar muitas jogadas (excepto um dos últimos lances da 1ª parte). Entrada muito forte na 2ª parte que nos valeu o golo da tranquilidade e a partir daí foi controlar, com direito ainda a uma demonstração de classe de Lima. Muito boa exibição de Salvio e de Matic (mais do mesmo).
Em relação ao jogo em si penso que se podem tirar duas conclusões. A primeira é que Gaitán deveria regressar ao banco. Está a começar a ficar “agarrado” ao lugar e isso nota-se na falta de vontade e entrega com que joga. Ola John tem muito mais para dar à equipa quando começa a titular (ficando assim Gaitán “picado” no banco, para entrar e brilhar). A segunda conclusão que tirei é que Melgarejo já é um defesa esquerdo com qualidade aceitável. Até prova em contrário, não acredito que venha a ser um Fábio Coentrão, mas temos aqui uma opção de futuro que pode ser um bom jogador de plantel. Faz quilómetros e quilómetros a alta rotação e tem aprendido a defender com segurança q.b.
Somos campeões de inverno, com tudo o que isso (não) significa. Claro que é bom verificar que até agora houve bastante competência na forma como as coisas foram feitas, mas a verdadeira época vai começar agora.
 
Faltam 9 dias para fechar o mercado e se continuamos a vender jogadores e não vamos buscar ninguém começo a ficar preocupado. E não vejo Matic e Enzo a serem poupados quando o jogo já está resolvido. No jogo de ontem e no jogo em Coimbra não percebo como é que duas das três únicas opções credíveis para aquelas posições acabaram o jogo com 90 minutos. Não quero agourar, mas já vi este filme até em épocas que as opções eram mais abundantes.
 
No que diz respeito à venda de Bruno César, acaba por ser o negócio possível. É bom vender um suplente que pouco tem feito esta época por 5,5 milhões de euros (valores ainda por confirmar oficialmente), e era evidente que a saída da Champions não permite manter tantos jogadores a receber bem. Tenho pena pelo Bruno, pois está a fugir da ribalta muito novo e quando ainda tinha muito para dar ao futebol. Talvez o empréstimo fosse o mais indicado, porque tenho a certeza que quando vendêssemos Gaitán, Ola John e Aimar ele teria o seu espaço. E ele já demonstrou que quando é regularmente titular tem muito para dar à equipa. Que lhe corra tudo bem e que em Maio esteja cá a festejar.

 
Antecipando a próxima jornada, penso que vai definir o que realmente queremos e para onde vamos. Acho que uma vitória nos dá muita força na luta pelo título, um empate deixa esta eterna dúvida no ar, e uma derrota dá praticamente o título ao Porto. Este Braga de Peseiro não é o Braga de Domingos e de Leonardo Jardim, temos a vitória ao nosso alcance!

21/01/2013

Por um ano à Benfica

Sou da opinião, creio que partilhada por muitos Benfiquistas, de que para o Glorioso ser campeão tem de ser muito, mas muito melhor que a concorrência. Foi assim nos últimos 20 anos, será assim também este ano.

Infelizmente, esta época, já se está a desenhar a tourada do costume:
1) Até agora, ao contrário de todas as previsões que apontavam para uma época muito complicada para o Benfica, fomos avançando com muita competência e não poucas vezes com brilhantismo. No que diz respeito ao campeonato, prova que tem de ser sempre a nossa prioridade máxima, apenas não conquistamos a vitória em 3 ocasiões, recepções a porto A e B, e deslocação a Coimbra. À excepção do jogo com o porto (o A), em que a incompetência (?) da arbitragem dividiu o mal pelas aldeias, temos razões para nos sentirmos seriamente prejudicados nas duas outras partidas.
2) O porco, através do seu presidente criminoso e do seu porta-voz, o homónimo do presidente da Comissão de Arbitragem, já veio instalar o clima de medo e desconfiança, procurando passar a mensagem de que o clube bairrista teria sido prejudicado na deslocação à Catedral, algo que não corresponde, de todo, à verdade. Além disso, e como as escutas não serviram para incriminar nenhum dos corruptos, a escolha de árbitros é agora feita em praça pública. Se antes havia o "decoro" ou a vergonha na cara de o fazer às escondidas, agora é tudo feito às claras, com as mais diversas personalidades azuis e brancas a exigirem que Proença seja o árbitro em qualquer Benfica - porto (e vice-versa). Faz sentido, quem já valeu 2 títulos, pode sempre valer um terceiro...
3) Finalmente, a subserviência dos outros clubes "rivais" em relação à associação criminosa mantém-se. Por um lado, o sporting de lisboa vende-se a troco de nada, não conseguindo ver o buraco sem fundo para onde caminha a passo de corrida. Por outro, o sporting de braga (vulgo, porto b), mantém o registo de sempre. Depois do queixume contra a arbitragem após os jogos com Benfica e sporting de lisboa, fez-se notar um silêncio ensurdecedor no rescaldo da partida com o clube-mãe, não obstante a existência de um penalty escandaloso provocado por Alex Sandro que ficou por assinalar. As declarações de ontem do vereador António Salvador servem o propósito de sempre, incendiar o ambiente antes do jogo da época, a recepção ao Glorioso, e colocar pressão sobre quem vier de apito na boca. Nada de novo portanto.

Dito isto, e porque tenho confiança na competência e no espírito competitivo até aqui exibido pelos nossos jogadores e equipa técnica, acredito que esta época tem tudo para ser uma "Época à Benfica". Contra este sistema corrupto e sujo que está instalado no futebol português, temos a hipótese fazer História, vencendo Campeonato e Taça, e dando de vez um pontapé de saída para um ciclo que se quer de muitas vitórias.

A época começa hoje, em Moreira de Cónegos!

18/01/2013

Capas Históricas III



O mercado de Inverno tem destas coisas. Comboios de nomes são veiculados na imprensa como entradas/saídas certas para/de os grandes do futebol português. Quando se trata do Benfica, já o sabemos, é a silly season extrapolada a um extremo quase insuportável, com os nomes mencionados pelos jornais do costume a abrangerem desde grandes craques ou promessas de nível mundial totalmente inacessíveis (infelizmente) para os cofres do clube, a jogadores sem qualidade suficiente para jogar num qualquer clube de meio da tabela da Liga Zon-Sagres. Ora durante vários anos, não era raro que jogadores do calibre deste segundo grupo (chamemo-lhes simplesmente de coxos) acabassem mesmo por assinar pelo Glorioso, só para que poucos meses depois fossem devolvidos ao emissor, escorraçados pela porta dos fundos.

No Inverno de 2004/2005, o coxo contemplado com um bilhete de ida e volta de Maiorca para Lisboa foi o montenegrino (à data ainda jugoslavo) Andrija Delibasic. O jovem avançado oriundo dos bálcãs gozava ainda de alguma reputação dos seus tempos ao serviço do Partizan, pois ao serviço do Maiorca pouco mais foi que uma nulidade, o que motivou o seu empréstimo ao Glorioso. No Benfica de Trapattoni, Delibasic tem a concorrência de Nuno Gomes, Karadas (o filho norueguês de Trap), Sokota e Mantorras, os dois últimos passando grande parte do tempo a cargo do departamento clínico. Apesar do extraordinário poker no seu primeiro treino, conforme indica a capa que dá o mote a este texto, um treino onde certamente a Velha Raposa abdicou da utilização de guarda-redes, a passagem do montenegrino pela Luz cifrou-se nuns meros 3 jogos, sem direito a golos. Mas com direito a título de Campeão Nacional, o único da sua carreira.

No fim da sofrida temporada que culmina na conquista da Liga, a saída de mais este flop não é mais que uma inevitabilidade. Quis o destino que o Maiorca o emprestasse, de novo, na época seguinte a um clube português, com o (in)feliz contemplado a ser o Braga. Não satisfeito, após novo falhanço em Terras Lusitanas, completa a segunda metade da temporada 2006/2007 ao serviço do Beira-Mar, cumprindo um desígnio assumido por tantos erros de casting que passaram sem sucesso nas fileiras do Benfica, marcar um golo ao Glorioso...

Delibasic é só um pretexto, um exemplo de como o mercado de Inverno pode ser traiçoeiro. Numa época em que muito se tem falado do desequilíbrio do nosso plantel em algumas posições fulcrais, é importante olhar para o mercado como uma janela de oportunidade, mas manter presente o quão mau conselheiro ele pode ser. Antes não comprar do que comprar à pressa e sem critério, só para mais tarde vender ao desbarato.

12/01/2013

O jogador com mais classe do Mundo



A superioridade com que El Mago felicita Bruno Alves após sofrer uma (mais uma) entrada assassina resume o que é este enorme Jogador e Profissional. Aimar é especial.

11/01/2013

Boa solução

Algures nas redes sociais foi proposta uma ideia táctica para o jogo de Domingo que, apesar de não ter tido muitos apoiantes nem ter sido abordada pela comunicação social, acho que pode ser uma solução interessante para o clássico.
Dada a inferioridade de unidades no meio campo com que nos iremos presumivelmente deparar no jogo contra o Porto, não seria uma boa solução incluir André Gomes na equipa inicial ao lado de Matic, deslocando Enzo Pérez para a esquerda? Neste caso, o sacrificado seria o extremo esquerdo, o que pode não ser uma opção consensual pois quer Nico Gaitán, quer Ola John têm estado ambos em grande forma ultimamente.
No fundo, com esta alteração de jogadores não se estaria a mudar um desenho táctico que tanto sucesso tem tido até agora, continuaríamos com uma dupla atacante, e o meio campo ficaria mais resguardado com o apoio de Enzo. Adicionalmente, as subidas de Danilo estariam mais acauteladas com uma cultura e capacidade defensiva que nem Gaitán nem Ola John possuem.
Por outro lado, André Gomes já provou que tem estofo para jogar jogos exigentes e que tem qualidade para emprestar à equipa quando joga ao lado de Matic.
Obviamente que Jorge Jesus já pensou numa solução para esta questão do meio campo, ainda assim esta é uma opção que acho bastante razoável. Enzo Pérez já mostrou esta época ser uma opção bastante credível para o lado esquerdo do meio campo.

Capas Históricas II


Com o clássico de Domingo a aproximar-se a passos largos, apraz relembrar o Porto - Benfica da época 2003/2004, o último (se não me engano) disputado no velho Estádio das Antas, célebre casebre do guarda Abel e de outras personagens negras do nosso futebol.

O Benfica de Camacho, o da primeira passagem, vai à Imbicta para defrontar o Porto de... José Mourinho, após mais um início trémulo na Liga. Antes deste jogo, referente à quinta jornada, o Benfica tinha um humilde registo de 1 vitória e 2 empates (um jogo em atraso), o que o deixava a 5 pontos do Porto,  que contava já com 3 vitórias (uma delas frente ao Sporting por contundentes 4-1) e um empate na Reboleira. O contexto tornava, assim, o jogo de capital importância para o Glorioso.

Nesse jogo, Camacho não conta com Nuno Gomes e o "soneca" Geovanni, apostando por isso numa dupla menos móvel, composta por Tomo Sokota, que começava aqui a conhecer os cantos à sua futura casa, e o saudoso Miki Feher. No meio-campo, Petit e Tiago formam uma dupla de qualidade que solta os criativos Zahovic e principalmente Simão para lides mais ofensivas. À retaguarda, Ricardo Rocha é o lateral esquerdo que tem como missão vigiar o sempre irrequieto e combativo Derlei. Argel e Luisão formam a dupla de centrais, e Miguel oferece a sua dinâmica ao flanco direito. Moreira é o guarda-redes.

Não obstante a importância reconhecida da partida para o Benfica, a defesa comete dois erros graves, oferecendo de bandeja a vitória ao adversário. Aos 30', Miguel, à data um dos melhores laterais direitos da Europa, amortece de peito na grande área para que Derlei só tenha que escolher o lado. O cenário piora ainda mais aos 52' quando Argel faz um auto-golo, na sequência de um canto do esquerdino Ricardo Fernandes. Mourinho agradece.

O resultado final de 2-0 compromete seriamente as ambições do Benfica, mas muito havia ainda para dizer antes de dar o clássico por terminado. Após a partida, o Benfica queixa-se da arbitragem de Lucílio Baptista, secundado por Devesa Neto (o tal que tem um restaurante na capital do móvel). Dos 5 lances de que o Benfica se queixa, o mais gritante é o que resulta na expulsão, e consequente reação intempestiva, de Ricardo Rocha. Após falta inexistente do mesmo sobre Deco, Lucílio dirige-se ao lateral esquerdo adaptado do Benfica para lhe mostrar o segundo amarelo. Antes que o consiga fazer, Ricardo Rocha apercebe-se que vai ser mandado para os balneários do Abel e antecipa-se, atirando a sua camisola para o chão em sinal de protesto, vendo assim o vermelho direto. Uma reação forte que espelhava a frustração pela quantidade de decisões contestáveis por parte da equipa de arbitragem.

O Benfica de 2003/2004 havia de acabar a Liga num segundo lugar conquistado a ferros em Alvalade, com o célebre golo de Geovanni. Mais importante foi a conquista da Taça de Portugal, 9 anos após a última vitória (sobre o Sporting), ao vencer este mesmo Porto, prestes a tornar-se campeão europeu, num jogo de feliz memória.

Em relação ao clássico que se avizinha,  a capa que ilustra este texto chama a atenção para o que será o trabalho da equipa de arbitragem. Infelizmente, sabemos que este não foi caso único na extensa lista de roubos de igreja de que o Benfica vai sendo alvo, ano após ano, nos confrontos com o rival do norte. Para que a vitória não nos fuja no Domingo, teremos que ser melhores, muito melhores do que o Porto. E, tenho a certeza, seremos!

09/01/2013

Estará Jorge Jesus a preparar a titularidade de André Almeida no clássico?

Num onze completamente rodado hoje, Jorge Jesus optou por lançar Maxi como titular, deixando André Almeida no banco.
Terá o treinador preferido resguardar o jovem português ou ligar os motores do uruguaio que já não tinha jogado no Domingo passado, devido a castigo?
Considerando a segunda hipótese, na minha opinião seria de esperar que Maxi apenas "aquecesse" para o clássico e que fosse substituído para dosear o esforço. No entanto, isso acabou por não acontecer. Talvez porque o jogo foi mais exigente que o esperado e foi preciso lançar Salvio para dar cabo da Académica, em vez de lançar André Almeida para fazer descansar Maxi. Ou então foi mesmo porque Jorge Jesus quis guardar o jovem português, que tem estado a um bom nível, para o clássico.
Na minha opinião, Maxi é Maxi. Em "dia sim" mexe com o jogo e ajuda a sufocar os adversários com o seu pendor (quase exclusivamente) ofensivo. No entanto, o uruguaio esta época tem defendido pouco e mal. Quase nunca está em posição de anular o extremo esquerdo adversário e isso tem-nos causado alguns calafrios em jogos de maior exigência.
Já André Almeida é mais disciplinado tacticamente, sobe bem, mas mais pela certa, e tem mostrado uma boa capacidade de anular o adversário directo no um-para-um.
Tendo em conta que:
I - O único extremo de raiz que o Porto provavelmente lançará na equipa titular jogará pela esquerda (Varela),
II - É provável e preferível que o Benfica não deixe de jogar com dois avançados no Domingo, o que acabará por deixar apenas dois médios-centro (Matic e Enzo) a lutar contra um triângulo formado por Fernando, Moutinho e Lucho, muito provavelmente ajudados por Defour,
Será que Jorge Jesus apostará na contenção de André Almeida em detrimento do pendor ofensivo de Maxi para ajudar a contrariar o mais que provável confronto desigual (2 vs 3/4) no meio campo?
Se assim fosse, em teoria a equipa não ficaria tão sujeita a desiquilibrios como o que permitiu o golo de James no ano passado?
P.S. - Kardec hoje entrou muito bem. Os meus parabéns ao próprio por conseguir manter o profissionalismo e a vontade de ajudar quando é chamado (fez um belo golo e duas assistências de qualidade - pena Ola John ter falhado aquele golo oferecido de mão beijada pelo brasileiro), e também a Jorge Jesus, que continua a rodar a equipa, a dar minutos e motivação a todos os elementos do plantel e a obter os resultados pretendidos.

O meu onze para hoje

Paulo Lopes; Maxi, Luisão, Garay, Luisinho; André Gomes, Bruno César; Ola John, Aimar, Nolito; Lima.

Até vou mais longe:
Enzo por Aimar aos 55';
Carlos Martins por Ola John aos 65';
André Almeida por Maxi aos 70'.

Tudo isto para garantir a passagem às meias finais da nossa taça e dar rodagem a recém-recuperados e menos utilizados.

03/01/2013

Capas Históricas I


1ª jornada da época 2001/2002. O Benfica entra para a nova época cheio de sonhos, vindo de uma temporada para esquecer que havia redundado no malogrado 6º lugar, o pior da sua História. Encabeçando a nova onda de esperança aparece Mantorras, o "novo Pantera Negra", o homem que vem de Alverca para devolver o Benfica à sua Glória, inserido num vendaval de transferências que incluiu nomes sonantes como Zahovic, Drulovic, Julio Cesar, Pesaresi, Cabral, Argel ou Andersson, só para mencionar os reforços utilizados na primeira jornada, em Varzim.

Apesar de entrar a ganhar por 2-0, o Benfica cede um empate a 2 bolas, com Cabral a contibuir com um auto-golo aos 90+4'. Após mais uma (tradicional) entrada em falso no Campeonato, a polémica estala, promovida pelo excesso de violência de que o novo herói da Luz foi alvo por parte do vilão de serviço nessa tarde de 11 de Agosto, Alexandre. Ainda durante o jogo, Mantorras solta em desespero para o seu carcereiro "Bate, que é de borracha!", enquanto que após o apito final do árbitro Isidoro Rodrigues, é o timoneiro Toni quem pede proteção ao seu atleta. Mas é apenas 5 dias após o jogo que se verifica o episódio que ilustra a capa apresentada. Ainda no seguimento do cocktail de faltas e agressões com que Alexandre brindou Mantorras, Simões e Eusébio, os dois históricos Magriços, vêm a terreiro defender o craque do Benfica com a famosa frase "Deixem jogar o Mantorras". Os ícones benfiquistas acusam também o árbitro da partida de proteger o agressor, ao ter demorado 77 minutos a mostrar o amarelo ao central varzinista.

Sobre Mantorras, todos sabemos no que resultaram as constantes agressões e entradas de que foi alvo, tendo contribuído inequivocamente para o final precoce de uma carreira que prometia ser grandiosa. Alexandre, o verdadeiro mentor do também varzinista Bruno Alves, teve direito aos seus 15 minutos de fama, tendo sido depois vetado ao esquecimento que a sua pobre carreira mereceu. Quanto à época do Benfica em 2001/2002, acabou por ser mais uma longa e penosa caminhada rumo ao 4º lugar, no triste jejum que foram os 11 anos entre 1994 e 2005.

Ponto de situação positivo

Embora seja um acérrimo defensor de que Jorge Jesus é o treinador ideal para o Benfica neste momento e, até ver, num futuro a médio prazo, reconheço que o seu trajecto no comando do Benfica até hoje me faz hesitar quando o elogio a ele e à prestação da equipa.
Ainda assim, penso que há um ponto de situação positivo que deve ser feito neste momento. Achei um bom pronúncio a forma como Jorge Jesus rodou a equipa nestes dois últimos jogos.
Bem sei que o plantel se tem vindo a revelar propício a este tipo de rodagem (ontem supostamente jogaram os suplentes e tínhamos em campo Gaitán, Bruno César e Nolito - que se apresentaram os 3 a um nível elevado), bem como o calendário. No entanto, não sei até que ponto a coisa não deve ser vista de outra forma: não será a rodagem que está finalmente a ser (bem) feita que mostra as potencialidades do plantel? Fica no ar a pergunta... A qual só terá uma resposta definitiva no fim da época, e resposta parcelar no fim deste ciclo infernal de Janeiro.
 
Algo que me deixa um pouco reticente foi a fraca exibição diante do Moreirense, mas ontem fizémos questão de mostrar que talvez tenham sido as férias a empenar um pouco os motores. Ainda assim fizémos um resultado que nos deixa "apenas" a precisar de ganhar em casa à Académica para passar à próxima fase. Ou seja, cumprimos. E, por vezes, cumprir basta. Espero pelo jogo contra o Estoril para tirar ilacções mais concretas...
 
Veremos como continuam a correr as coisas neste complicado mês de Janeiro, mas estou confiante que Jorge Jesus tem aprendido com os erros e, no que depender dele, a gestão será bem feita. Depois é preciso sorte com as lesões e a bola entrar!
 
 
Há ainda a questão do mercado estar aberto. Penso que não deveria ser negociada nenhuma saída, pois só assim conseguiremos manter este nível elevado mesmo a rodar a equipa.
Em relação ao meio campo, continuo a defender que se deveria encontrar uma solução de carácter mais defensivo (regresso de Aírton, por exemplo, não seria demasiado dispendioso). No entanto, se para entrar algúem for preciso vender algum activo, prefiro que não haja mexidas.

 
Por fim,
I - O regresso anunciado de Pablo Aimar a 100% faz-me ficar ainda mais confiante! Se já conseguimos atingir um nível elevado sem ele, acredito numa 2ª parte de época ainda melhor!
II - Finalmente parece-me que Cardozo é consensual entre todos os Benfiquistas! Foi preciso fazer 10 golos em 4 jogos para o conseguir, mas finalmente está a ter o reconhecimento merecido por parte de todos sem excepção! Espero que mantenha a cadência!